8 de Junho de 2014

Report: notícias

copa transparente

Com a proximidade dos jogos da Copa do Mundo 2014, brotam uma série de iniciativas de boas práticas, transparência e sustentabilidade. Ainda podemos promover um evento transparente e sustentável – considerando as oportunidades perdidas como lições para o futuro. A transparência nos contratos da competição foi alvo de debates na última semana, durante o lançamento dos Indicadores de Transparência dos Estados, iniciativa do Projeto Jogos Limpos Dentro e Fora dos Estádios, do Instituto Ethos.

A pesquisa, que avalia a quantidade e a qualidade das informações prestadas pelos governos dos Estados que sediarão as partidas da Copa 2014, manteve o Nordeste como a região mais bem avaliada. Pernambuco, que tinha sido o segundo colocado na primeira edição dos Indicadores, assumiu a liderança nesta rodada, com 70,16 pontos, em uma escala que vai até 100. A seguir, vem o Ceará, que caiu para o segundo lugar, com 68,55. Ambos foram classificados com nível de transparência “Alto”. Cinco estados foram classificados com nível de transparência “Médio”: Paraná, com 59,1 pontos; Bahia, com 54,83; São Paulo, com 51,94; Minas Gerais, com 50,26; e Mato Grosso, com 47,14. Permaneceram no nível “Baixo”: Rio de Janeiro (37,68); Rio Grande do Sul (36,71); e Rio Grande do Norte (22,25).

Nicole Verillo, diretora da Amarribo Brasil, anunciou no mesmo evento a criação da Cidade Transparente, com os mesmos objetivos dos Jogos Limpos, mas com foco na gestão além da Copa do Mundo. O projeto, ainda em fase de testes, deve sair das capitais e avaliar cerca de 50 municípios. A meta é lançá-lo em maio de 2015, próximo aos três anos da Lei de Acesso à Informação (LAI). A iniciativa é pioneira e a intenção do instituto é levar esse trabalho para outros grandes eventos, como os Jogos Olímpicos de 2016 e as Copas a serem disputadas na Rússia e no Catar.

“Usar um esporte de apelo nacional como o futebol para levantar questões como a transparência nas contas públicas e o combate à corrupção é muito oportuno. O projeto Jogos Limpos invoca a sociedade civil a não deixar a iniciativa e dar continuidade a ela. Essa é a primeira percepção de legado”, conclui Nicole.

“Acredito que o Brasil poderá fazer um bom evento, mas as pessoas esperavam muito mais. O legado tinha que ser maior. A copa deixa uma mensagem de desconfiança para o investidor estrangeiro”, avalia o consultor em reponsabilidade social, Luiz Gustavo Cardia Mazetti.

De acordo com Mazetti, cidades que abrigaram grandes eventos esportivos aproveitaram a visibilidade para reforçar sua cultura e reposicionar a imagem de seus países no cenário internacional. “A Olímpiada de Pequim foi um bom exemplo”, afirma. “A China aproveitou os jogos para mostrar a cultura do país e as conquistas alcançadas após a abertura comercial. A Alemanha e a África do Sul seguiram a mesma lógica.  Comparando o Brasil com esses países, fica a grande pergunta: Qual será a nossa mensagem, o que vamos deixar de imagem dessa Copa?”

As empresas que associaram sua imagem a projetos da Copa, especialmente as construtoras e empreiteiras, correm o risco de tomar um cartão amarelo. A razão é a imagem negativa relacionada a determinados empreendimentos, que podem se confirmar como um legado negativo. O aclamado “padrão Fifa” determina que essas praças esportivas sejam construídas com olhos na monocultura do futebol, sem permitir que sejam aproveitadas para outras modalidades esportivas. É o caso de estádios na região Norte, como a Arena da Amazônia, em Manaus. “Passada a Copa, não consigo entender quem vai jogar em Manaus”, avalia Mazetti.


Estádio do Maracanã. Divulgação

Governo quer jogos sustentáveis

No último dia 27, o Governo Federal lançou um pacote de ações para promover a sustentabilidade durante a Copa do Mundo 2014 – a 16 dias do início do mundial. De acordo com informações do portal do Ministério do Meio Ambiente (MMA)  a iniciativa está estruturada em cinco pilares, coordenadas pelos ministérios do Esporte, do Turismo, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do Desenvolvimento Agrário, e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), em parceria com os estados e cidades-sede, além do próprio MMA.

Os pilares são:

  • gestão de resíduos e reciclagem (coordenação MMA);
  • certificação e gestão sustentável das arenas (coordenação ME);
  • Campanha Brasil Orgânico e Sustentável (coordenação MDS em parceria com MDA);
  • compensação e mitigação das Emissões (coordenação MMA);
  • Campanha Passaporte Verde (coordenação MMA, MTur e Pnuma).

 

+ Saiba mais sobre as iniciativas no site do MMA

 
 
 
 
8 de Junho de 2014

Report: notícias

o primeiro relatório da Report

Em maio, a Report deu um importante passo na sua história e iniciou o seu primeiro processo de relato. Com o objetivo de trazer novos inputs aos processos e embasar o planejamento estratégico, a publicação estará alinhada com as diretrizes do relato integrado do International Integrated Reporting Council (IIRC) e da versão G4 da Global Reporting Initiative (GRI). O trabalho é conduzido pela equipe composta por Guilherme Falcão (designer chefe da Report), Victor Netto (consultoria), Conrado Loiola (conteúdo), Gustavo Inafuku (da equipe de design) e Luana Bessa (gestão).

Desta vez do outro lado da mesa, a empresa tem a oportunidade de participar efetivamente do processo de produção e entender as demandas e necessidades do cliente.

Foram realizados, em maio, os primeiros painéis com o público interno. A dinâmica deve contemplar, ainda, o público externo – abrangendo parceiros e clientes. O processo será todo documentado na página Road to Report, que vai trazer o dia a dia do relato, as etapas do trabalho e as reflexões sobre tudo o que já foi aprendido, para que todos possam acompanhar o passo a passo deste ciclo inovador. Aguarde!

 
 
 
 
8 de Junho de 2014

Report: notícias

behavior change: mudança de comportamento

Pablo Barros é um dos fundadores da Eight Sustainability, plataforma de identificação e análise de tendências, produção de conhecimento e de ferramentas de alto impacto socioambiental. A firma acaba de lançar a publicação Consumer Behavior Change Framework,  na qual analisam como a inovação e as ferramentas de influência sobre o comportamento podem ser adaptadas para uma nova realidade do consumidor brasileiro.

Report: Qual a proposta da consumer behavior change strategy?

Pablo Barros: As pessoas sempre sofreram influências sobre seus hábitos diários, vindas não somente de empresas, mas também de governos e outras instituições. O marketing tradicional faz isso desde seu surgimento: criar desejo, alterar padrões de comportamento e consumo. A novidade da abordagem de behavior change, e que apresentamos no Consumer Behavior Change Framework, é usar ferramentas diversas, de marketing inclusive, para criar e potencializar novos padrões e estilos de vida. É fazer com que serviços e hábitos de consumo e pós-consumo com menor impacto ambiental e maior impacto social sejam tão ou mais atrativos do que aqueles de padrões tradicionais, para o consumidor e para a empresa.

As ferramentas de behavior change derivam de experiências e do aprendizado de áreas como as neurociências e a economia comportamental. Trabalham o comportamento humano em sua “irracionalidade”: 70 % das decisões de compra não passam pela ordem do racional, mas estão ligadas às questões como necessidade de pertencimento, reconhecimento, status, etc. Utiliza-se desse universo para alterar comportamentos, entendendo as especificidades de diferentes perfis de consumidores, redes de influência, barreiras e impulsionadores para sua ação.

Report: Quais os principais ganhos para a empresa?

Barros: É uma abordagem que traz intrínseca a ideia de valor compartilhado, ou seja, de buscar modelos de negócios, produtos e serviços e de influenciar estilos de vida que sejam interessantes e benéficos tanto para a empresa, como para seus consumidores. Nesse sentido, os ganhos vêm a partir da inovação disruptiva no desenho e na adequação de produtos e serviços, modelos de negócios e propostas de valor.

Busca-se o desenvolvimento de ofertas de produtos, serviços e processos ao mesmo tempo melhores – no sentido de mais econômicos, mais eficientes, que consumam menos recursos – e diferentes. Ofertas que tragam em seu ciclo de vida aspectos diferenciados em criação de valor em um sentido mais amplo, influenciando a evolução dos negócios, comportamentos e estilos de vida relacionados a questões materiais da empresa. Como resultado desse processo, deve haver ganhos relevantes como a criação e acesso a novos mercados, crescimento em vendas, impulso a novos modelos de negócios e desenvolvimento tecnológico.

A dificuldade está na constatação de que não há resposta mágica, desenhada para um consumidor homogêneo. Quanto mais específica a abordagem for, mais chances de ser bem sucedida ela tem. É necessário entender suas crenças e motivações, suas redes de influência, os potenciais benefícios e barreiras em relação ao comportamento que se quer incentivar ou desestimular.

Report: É uma forma de empoderar o consumidor, no sentido de ser parte significativa e responsável por mudanças socioambientais?

Barros: Sem dúvida, mas a abordagem passa não somente por empodera-lo e sim em dar a ele melhores opções de escolha. Não é possível trabalhar em estilos de vida sustentáveis e pedir para o consumidor escolher entre o ruim e o péssimo, em termos de impacto socioambiental. Estilos de vida sustentáveis e mudanças de comportamento consumidor devem ser traduzidos nas empresas em processos que possam criar e alterar a oferta e que devem ser melhores e diferentes... sem custar mais por isso. Possivelmente algumas empresas pioneiras terão um custo inicial um pouco mais elevado até que se atinja escala, mas o ganho em um médio prazo justificaria o investimento. 

 
 
 
 
8 de Junho de 2014

Report: notícias

um olhar sobre os relatórios da temporada

Nossos clientes têm buscado focar no que é material, integrar informações de desempenho financeiro e não financeiro e investir em design intuitivo e multimídia. Confira o que já foi publicado até agora

Com o primeiro semestre chegando ao fim, empresas dos mais diversos portes e setores já disponibilizaram aos seus públicos relatórios anuais ou de sustentabilidade referentes a 2013 – um ano de importantes novidades. Da G4, nova versão das diretrizes GRI, ao primeiro framework de relato integrado do International Integrated Reporting Council (IIRC), as mudanças já se fazem sentir e, nos próximos ciclos, devem transformar de vez o modo com que as organizações divulgam seu desempenho socioambiental.

Dois termos ganharam força ao longo do ano: materialidade e integração. Por um lado, a ideia de focar no que é realmente importante para um negócio, levando em conta a percepção dos públicos impactados e da própria empresa: o princípio da materialidade virou ponto de partida obrigatório para quem utiliza a metodologia de relato da GRI – mais que isso, passou a contribuir para as estratégias corporativas. Seja do ponto de vista de uso de recursos naturais, seja com relação à responsabilidade na cadeia de valor, os temas e práticas levantados na matriz de materialidade servem para transformar a gestão e propor novos caminhos.

Por outro lado, integrar relatórios financeiros e não financeiros se mostrou um desafio e tanto, levando em conta os diferentes níveis de maturidade das empresas (leia aqui estudo da Report sobre o assunto, lançado ano passado). Com o trabalho do IIRC, criou-se um passo-a-passo, mesmo que inicial, para fazê-lo. No Brasil, as tentativas partem principalmente das companhias abertas – que, hoje, têm motivos de sobra para demonstrar sua preocupação com a sustentabilidade e vinculá-la ao modelo de negócios.

As experiências de 2013 ainda demandam acertos de rota, mas já mostram como relatos corporativos podem se tornar mais interessantes para investidores e demais públicos. O avanço na materialidade e na integração mostra organizações que, ao cumprir com as diretrizes GRI ou de relato integrado, acabam repensando sua cultura e sua proposta de valor.

Outro ponto de destaque é a inovação em formatos e linguagem: ao invés de peças únicas, nossos clientes apostaram, nesta temporada, na produção de versões resumidas que buscam envolver mais leitores – e conversar entre si, com conteúdos relacionados ou complementares. Folders, versões online e textos para sites corporativos estão entre os esforços de comunicação.

Além disso, a busca pela visualidade na transmissão de informações ganhou força – ícones, símbolos e infográficos são usados para propor uma linguagem mais dinâmica. Também chamam a atenção o design mais “limpo” e enxuto das peças impressas, com menos efeitos de sombreamento e volume, e o uso de ferramentas responsivas nas entregas de web – o que resulta em sites que funcionam em tablets, smartphones e computadores com diferentes resoluções de tela, com uma navegação intuitiva e amigável.

Abaixo, listamos alguns dos relatos construídos e já lançados no mercado em que a Report atuou nas etapas de redação, edição, consultoria GRI, materialidade e design. Entre inovações e apostas, demonstram caminho futuros que devem marcar os próximos balanços corporativos do mercado brasileiro.

Natura

Avanços na descrição do modelo de negócios e a adesão à G4 são boas novidades do Relatório Anual – que formalizou a adesão da empresa às diretrizes de relato integrado do IIRC. A versão online é o carro-chefe, e ainda há uma versão impressa resumida e um PDF com informação GRI em profundidade.

Brasil Kirin

Além da pegada de comunicação de desempenho, o segundo Relatório de Sustentabilidade da Brasil Kirin está sendo usado para estabelecer as linhas gerais da governança da sustentabilidade da empresa. A adesão à G4 gerou adaptações nos indicadores, mais focados nos temas prioritários.

Unilever

Mais enxuto e com parte de seus conteúdos hospedada no site da companhia, o Relatório de Sustentabilidade 2013 foi marcado pela revisão da materialidade – deixando-a em sintonia com o Plano de Sustentabilidade – e pelo lançamento de uma versão impressa compacta, focada nos temas do plano global.

Duratex

Com três pilares temáticos – diálogo e relacionamento, gestão e desempenho ambiental e transparência e responsabilidade nos negócios –, o Relatório Anual e de Sustentabilidade aderiu à versão G4 e apresenta, de forma abrangente e objetiva, o modelo de negócios da empresa, em sintonia com as diretrizes do IIRC.

Bradesco

A partir de 2013, a comunicação de desempenho do banco passa a ser apenas pelo Relatório Anual – não há mais um Relatório de Sustentabilidade separado das informações financeiras. A ideia é apresentar informações de desempenho socioambiental e econômico de maneira integrada.

Grupo LATAM Airlines

O Relatório de Sustentabilidade 2013 foi o primeiro a comunicar, de forma unificada, o desempenho das companhias aéreas TAM e LAN. O processo de materialidade foi realizado simultaneamente por equipes da Report no Brasil e no Chile, com consulta a executivos, clientes, fornecedores e especialistas. Com base nos temas relevantes do negócio, aprovados pela presidência do Grupo, também foi lançada uma versão impressa resumida em três idiomas.

 
 
 
 
8 de Junho de 2014

Report: notícias

seminário apresenta métricas para calcular pegada hídrica

Qual a importância do uso consciente da água? Como ela está sendo utilizada? E o papel das empresas nesse cenário? A escassez da água foi apontada pelo Fórum Econômico Mundial como um dos três desafios globais mais preocupantes. Estima-se que aproximadamente 3 bilhões de pessoas vivem em locais que sofrem com a falta de água ao menos uma vez por ano e que 65% das maiores empresas do mundo causam impactos diretos com suas atividades nos recursos hídricos.

Resultado da parceria estabelecida entre a Report Sustentabilidade e a DNV GL, com o apoio do Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), o Seminário sobre Pegada Hídrica, realizado no dia 27 de maio no Hotel Maksoud Plaza (São Paulo), buscou demonstrar oportunidades e riscos em relação ao uso eficiente da água, além de disseminar o conhecimento técnico para o cálculo da pegada hídrica e apresentar métricas para a gestão consciente do recurso.

Conduzido pela diretora executiva da Water Footprint Network, Ruth Mathews, o evento abordou temas como avaliação da sustentabilidade da água; avaliação de risco da água; cálculo de pegada hídrica; e avaliação da cadeia de suprimentos. Também foram citados exemplos concretos de empresas, países e cidades que sofreram consequências com a falta de água, situação que é vivida atualmente por São Paulo, e as medidas e estratégias adotadas em resposta a esses desafios.

Na segunda parte, representantes das empresas Natura, de bens de consumo, e Basf, indústria química de segunda geração, apresentaram seus cases, o primeiro referente ao cálculo de pegada hídrica e o segundo sobre ações para gerir de modo eficiente a água. Além disso, as empresas participaram de uma mesa redonda mediada por Fernando Malta, atual coordenador da Câmara Temática de Água do CEBDS. Fernando também aproveitou a ocasião para anunciar o lançamento da publicação Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento no Brasil, desenvolvida pelo CEBDS e o Trata Brasil.

O seminário contou com a participação do público geral, de profissionais de sustentabilidade, gestores de áreas-chaves de companhias e consultores especialistas. Ainda nos dias 28 e 29, foi oferecido o Curso de Formação de Avaliador em Pegada Hídrica, em que o conhecimento sobre a metodologia WFN de cálculo da pegada hídrica foi aprofundado. O manual de avaliação da pegada hídrica foi traduzido para o português.

O que é pegada hídrica?

Variável das pegadas ecológica e de carbono, trata-se de um indicador que mede a pressão que as atividades humanas colocam sobre o recurso natural.

+ Saiba mais sobre a parceria entre a Report Sustentabilidade e a DNV GL

 
 
 
 
8 de Junho de 2014

Report: notícias

escalando o Congresso Nacional

Longe das arquibancadas e dos estádios, o futebol também encontra uma legião de fãs na internet. Um jogo lançado recentemente, o PEC – Política Esporte Clube, pretende entrar nessa fila, mas com intenção bem diferente. Ao basear-se em dados reais de projetos dos parlamentares,  permite pretende usar o poder mobilizador do esporte para promover o interesse pela política. Trata-se de um fantasy league game, modalidade de jogo que permite aos participantes montarem os seus próprios times, baseados em jogadores da vida real. Políticos eleitos, no caso do PEC.

O game segue a lógica do Cartola FC, um dos jogos mais famosos entre os fantasy leagues sobre futebol. Em vez de escalarem jogadores, escolhem-se deputados federais em atuação no Congresso Nacional. Os próprios parlamentares também poderão fazer uso do jogo para obter uma nova visualização das suas atividades.  Para participar, o jogador preenche um cadastro e “elege” os deputados que vão compor o seu “time”. Como em um campeonato de futebol, o PEC tem rodadas semanais que definem as classificações dos times. As pontuações são baseadas em uma análise quantitativa dos principais índices de contribuição na cena política nacional. Presenças nas sessões, proposições realizadas, gastos com gabinetes e votações realizadas são alguns dos itens considerados no jogo.

O Política Esporte Clube recebeu um reconhecimento nacional, ao vencer o 1º Desafio Participa.BR. O concurso, promovido pela Secretaria-Geral da Presidência da República, teve como objetivo construir um banco de ideias para aplicativos que materializem um espaço de participação social. De acordo com Mario Mol, fundador e desenvolvedor do site, a maioria dos aplicativos de dados abertos e de prestação de contas do Poder Legislativo não possui um formato atraente para os adolescentes. O PEC estimularia jovens de diferentes classes e faixas etárias a se interessar pela política e a exercer o poder de vigilância. O Brasil teve mais de 140 milhões de eleitores em 2012, de acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral. Com a proximidade do período eleitoral, a busca por informações relacionadas aos políticos tende a crescer.

 
 
 
 
8 de Junho de 2014

Report: notícias

informações socioambientais podem se tornar obrigatórias na Europa

Em abril, o Parlamento Europeu aprovou uma medida para tornar mandatório a grandes empresas europeias a divulgação de informações sobre práticas de responsabilidade social e ambiental nos relatórios anuais financeiros. Embora ainda precise ser votada no Conselho Europeu, o resultado na Parlamento, de 599 a 55 votos em favor da medida, reforça as chances de que a proposta se torne lei.

 

Caso isso aconteça, será a primeira vez que informações relacionadas a questões ambientais, sobre funcionários, diversidade, direitos humanos, corrupção e suborno serão explicitamente divulgadas nos relatórios de gestão das empresas de todos os países membros do bloco. Importante passo rumo à maior transparência e responsabilidade corporativa, a medida deve atingir empresas com mais de 500 funcionários e que tenham atividades de interesse público, somando cerca de 6 mil companhias. A norma atinge todas as empresas listadas em bolsa, bem como algumas corporações não cotadas que são consideradas pelos governos nacionais de relevância pública significativa, incluindo, por exemplo, bancos e seguradoras.

O Eurosif (Fórum Europeu para o Investimento Sustentável e Responsável) cumprimentou o Parlamento pela aprovação da medida, mas ressaltou os pontos que ainda carecem de evolução. Entre eles, o fato de apenas grandes empresas de interesse público integrar a legislação – o texto original previa a inclusão de 18 mil companhias – e por não apontar indicadores de desempenho específicos (KPIs), o que facilitaria a comparabilidade dos dados por investidores e analistas. A GRI e o IIRC também divulgaram comunicados saudando a medida.

Avanços e desafios

Não há como negar que a medida é um avanço nas práticas de divulgação de resultados das empresas e fornecerá impulso para a transparência e ajudar a mobilizar investimentos de empresas ambientalmente responsáveis​​. Alguns países pertencentes à EU já tem regras mais rígidas que exigem a publicação de informações socioambientais como Dinamarca e Suécia, mas a medida agora terá impacto maior por se estender a todos os países do bloco. Em 2013, o Parlamento Europeu já havia estabelecido a obrigatoriedade de informações sobre pagamentos feitos a governos mesmo por empresas não listadas em bolsa nas indústrias de mineração, gás e petróleo e de exploração de floresta primária.

Embora tenha deixado empresas menores de fora do escopo, as grandes companhias terão apresentar relatórios sobre o desempenho não-financeiro da sua cadeia de suprimentos, o que significa que muitas pequenas empresas terão de começar a controlar o seu desempenho ambiental para atender à norma de seus clientes corporativos.

"As empresas que já publicam informações sobre as suas performances financeiras e não-financeiras têm uma perspectiva de longo prazo na sua tomada de decisão. Esses negócios geralmente têm menores custos de financiamento, atraem e retêm funcionários talentosos, e, finalmente, são mais bem sucedidos. As melhores práticas devem se tornar a norma", afirmou Michel Barnier, comissário de Internal Market e Services.

Richard Howitt, que iniciou a campanha para as reformas nas regras de relatórios corporativos, em 1999, lembrou que esse é importante passo para o avanço dos relatórios integrados. Se passar na votação da Comissão Europeia, a medida se tornará lei e os estados-membros e as empresas terão dois anos para se adequarem à exigência.

+ Saiba mais sobre relato integrado

 
 
 
 
8 de Junho de 2014

Report: notícias

fertilizando o crescimento

A novidade do ano no Sustainable Brands Rio 2014 foi a realização do Sustainable Brands Innovation Open, competição entre start-ups que oferecem produtos e serviços que utilizam a sustentabilidade como direcionador da inovação. A edição foi apresentada pela Apex-Brasil, Agência brasileira de promoção de exportações e investimentos, e a vencedora foi a Treebos, empresa que usa a ferramenta crowdfunding para que colaboradores invistam na plantação de árvores. A Treebos mantém bosques frutíferos, comercializa a produção e garante o retorno do investimento.

Com a missão declarada de “conectar pessoas para promover uma forma saudável, sustentável e responsável de se produzir e consumir alimentos”, a start-up  cria espaços chamados Bosques do Futuro, nos quais são plantadas árvores frutíferas, cada uma pertencente a um usuário/plantador que realizou o plantio via web (ou pessoalmente) em um dos Bosques. “Assim, integramos pessoas interessadas na construção de um mundo mais verde, com melhor acesso a alimentos saudáveis, sem dependência de preços influenciados pela crescente demanda e proporcional falta de áreas agricultáveis”, anuncia o site oficial.


A start-up Treebos foi a grande vencedora do SB Innovation Open

O prêmio foi de R$ 10 mil e uma premiação em dinheiro de R$ 2.286, valores definidos pela campanha “1 like= R$ 1”, que converteu “curtidas” no Facebook em investimento para o projeto. Além disso, o time vencedor vai receber assessoramentos e consultorias, além de participar de workshops e cursos voltados para o aprimoramento do projeto. Para fazer a escolha, o júri avaliou critérios como “criatividade do projeto”, “benefício social ou para o meio ambiente”, “qualidade da equipe”, “economia de escala” e “inovar e ir além”.

Já a Dentistas na Favela, projeto da ONG SOS Dental ficou com a menção honrosa, por ter sido a start-up mais votada pelo público. Trata-se de uma organização que viabiliza atendimento odontológico a comunidades carentes – o que é possível graças a consultórios móveis, que permitem o atendimento em qualquer localização.

 
 
 
 
8 de Junho de 2014

Report: notícias

tudo novo: economia, métricas, tecnologia

Em sua segunda edição no Brasil, o Sustainable Brands Rio 14 recebeu, entre os dias 24 e 25 de abril, 488 profissionais de todo o mundo, que assistiram a palestras e debates sobre como as empresas tem transformado seus negócios a partir da inovação em sustentabilidade e como têm contribuído na construção de um futuro próspero. As 14 palestras, seis sessões temáticas e dois workshops trouxeram temas como a nova economia, novas métricas, economia circular, negócios sociais, engajamento, economia colaborativa e novas tecnologias.

“A edição 2014 representou o grande impulso para a construção de uma comunidade Sustainable Brands no Brasil. O público aumentou 39% em relação a 2013 e tivemos uma inédita audiência que acompanhou as plenárias em tempo real pela Internet, com mais de mil acessos nos dois dias. Em breve teremos um novo site para disponibilizar todo o conteúdo gerado na rede SB e eventos menores temáticos ao longo do ano para proporcionar o encontro de especialistas e de gestores interessados em trocar experiências”, diz Álvaro Almeida, diretor da Report Sustentabilidade, organizadora do evento no Brasil.

Reimagine...

...os negócios e o perfil dos novos consumidores. Foi o que fez o Sistema B, representado por Gonzalo Muñoz, que apontou outros caminhos para o sistema empresarial, incentivando a inserção da missão social no coração da estratégia. Outro modelo de negócio que rompe códigos é o da AirBNB, uma espécie de rede social por meio da qual pessoas de inúmeras cidades no mundo alugam quartos (ou residências inteiras), proporcionando ao hóspede experiências diversas. “O modelo de colaboração é uma verdade central e inquestionável", afirmou o diretor de comunicação da AirBNB, Christopher Lukezic.


Gonzalo Muñoz, representante do Sistema B, durante sua palestra na SB Rio 14

Já Raphael Bemporad, sócio-fundador da consultoria BBMG, falou da oportunidade que as marcas têm de explorar a experiência da compra junto à sustentabilidade, indo de encontro a um grupo chamado de aspirationals, definido na pesquisa “Aspirational Consumer Index”.

O lado comportamental relacionado à sustentabilidade diz respeito ainda à tomada de consciência, tema trazido pelo artista plástico Eduardo Srur, fundador da Attack Intervenções Urbanas. A ideia é despertar o interesse das pessoas, em especial de empresários, a respeito da transformação do cotidiano e da realidade das pessoas. Arrematando o conceito de gerar propósito para stakeholders, Yacoff Sarkovas foi categórico: “O público não tolera mais comunicação sem relevância. As empresas hoje são percebidas por suas ações, e não mais apenas por seu discurso”.

Redesenhe

O que está sendo feito para redesenhar as empresas? Richard Barrett, autor do livro The Values-driven Organizations, aponta que a transformação cultural começa com a mudança da mentalidade que orienta as decisões das empresas. “É um processo que começa com as pessoas. As organizações não mudam; as pessoas que as comandam é que precisam mudar", afirmou Barrett.


Apresentação de Richard Barrett, autor do livro The Values-driven Organizations

E quem mudou muito foi a Natura, com sua nova Visão de Sustentabilidade, um exemplo de mudança de posicionamento guiada pela ênfase na dimensão ambiental e na busca de impactos positivos sobre a sociedade. Nessa nova visão, a gestão dos produtos que incorporam esses princípios passa a ser responsabilidade da área de negócios.

Empresas grandes, como a Basf, e outras menores, como a Tecverde, mostraram como estão redesenhando seus processos com base na inovação. No caso da Basf, a tecnologia está ajudando a reduzir os impactos negativos da construção, com o uso de materiais recicláveis no lugar de parte do cimento usado nas obras. Já a TecVerde emprega processos mais modernos, que reduziram em um quarto o tempo gasto numa construção tradicional, cortaram em 85% a geração de resíduos e lançaram 80% menos emissões na atmosfera.

Uma das ferramentas apresentadas para mensurar o impacto das mudanças por meio da sustentabilidade e a geração de valor foi o ROI da Sustentabilidade, apresentado pela Raízen, que trouxe sua própria experiência e a implementação da ferramenta em parceria com a DNV-GL.

Regenere

Regenerar é transformar problemas em oportunidades de negócios e de melhoria da qualidade de vida. Alex Pryor, fundador da Guayaki Yerba Mate, uma empresa do Sistema B, mostrou como produz a erva com apoio da (e gerando valor para a) população, e ainda regenera a Mata Atlântica (a meta é recuperar 60 mil hectares no Brasil, Argentina e Paraguai até 2020). Outro exemplo de literal regeneração, que conta com a tecnologia como aliada, é a biotecnologia empregada pela Solazyme para substituir os óleos fósseis por óleos produzidos por microalgas.

Tom Szaky, da TerraCycle, trouxe a ideia do lixo que “não existe”. Afinal, é  possível transformar materiais pós-consumo em novos produtos. “As soluções circulares de destinação precisam ser mais incentivadas", afirma Szaky. Quem também recupera matéria-prima e associa a prática a um grande ganho social é a Interface, em seu projeto Net Effect, que remunera 280 famílias nas Filipinas para recolher e separar o lixo das ameaçadas barreiras de corais, e posteriormente transforma o lixo marinho em 100% de fibra reusada para a fabricação de carpetes.


Tom Szaky, da TerraCycle, fala sobre conceito de lixo e o modelo de economia circular no seu negócio

Por fim, um poderoso ator no mercado do varejo, o Grupo Pão de Açúcar, apresentou seu programa de reciclagem - o Novo de Novo, que convida os consumidores a descartar, nas próprias lojas da cadeia, embalagens de papel comum ou de tetra pak. A princípio os produtos contemplados são da marca própria Taeg. O processo já gerou cerca de cinco mil empregos em cooperativas de reciclagem e mais de 72 mil toneladas de materiais captados em dez anos.

+ Leia mais: todas as palestras e worshops da SB Rio 14 estão no blog oficial

 
 
 
 
8 de Junho de 2014

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comunidade SB ganha força no Brasil

Por Álvaro Almeida*

Reimagine o propósito dos negócios, como fez a Natura ao lançar sua Visão de Sustentabilidade 2050 no Sustainable Brands Rio 2014, com a proposta inovadora no Brasil de ir além da mitigação dos efeitos negativos de suas atividades e buscar impacto positivo econômico, social e ambiental em todas as suas frentes de atuação. Redesenhe os processos de produção, a exemplo do Pão de Açúcar, que criou o programa Novo de Novo para viabilizar sem custos adicionais a reciclagem de embalagens das marcas próprias. Regenere áreas degradadas da Mata Atlântica e, ao mesmo tempo, proporcione renda às comunidades indígenas por meio da produção de erva-mate, como tem feito a empresa argentina Guayaki. Inspirar pelo exemplo. Essa foi a tônica do SB Rio 2014, a segunda conferência no Brasil da rede global que reúne líderes atentos às transformações dos negócios por meio da inovação em sustentabilidade.

Primeiro dia do SB Rio 14, durante o debate sobre Intraempreendedorismo

O que faz dessa rede tão especial ao ponto de reunir cerca de 350 mil líderes de negócios ao redor do mundo? A abordagem positiva sobre o potencial das marcas para engajar pessoas e consequentemente recursos ao desafio de entregar um novo valor para a sociedade. E mais: a ambição de inspirar a partir de experiências concretas que estão transformando os negócios no Brasil e no Exterior. É o caso do jovem empreendedor Caio Bonatto, de 25 anos, que contou no SB Rio 2014 sua saga para convencer aos bancos a conceder crédito para suas casas sustentáveis, produzidas pelo processo construtivo de madeira pré-moldada. Sua insistência surtiu efeito e hoje ele parte para uma nova fábrica. Outro exemplo é a primeira planta da americana Solazyme no Brasil, que acaba de entrar em operação em Moema, interior de São Paulo, numa joint-venture com a Bunge, para a produção de óleos renováveis desenvolvidos a partir de algas. Uma solução tão inovadora que tanto pode ser aplicada como combustível de aviões, quanto fazer parte da formulação de sabonetes ou simplesmente fritar batatinhas.

Já estabelecida no Brasil, a rede Sustainable Brands se amplia com conferências em Buenos Aires, em setembro; e Kuala Lampur, na Malásia, em outubro. Por aqui, vêm aí um novo site para disponibilizar às empresas brasileiras todo o conteúdo gerado na rede SB e eventos menores temáticos ao longo do ano para proporcionar o encontro de especialistas e de gestores interessados em trocar experiências. Participe dessa poderosa rede. Afinal, o Sustainable Brands é o encontro do grande com o pequeno, do novo com o já estabelecido, do global com o local, da inspiração com a realização.

*Álvaro Almeida é sócio-diretor da Report

 
 
 
 

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