6 de Outubro de 2014

Report: notícias

sustentabilidade pra ver, tocar e debater

Céline Cousteau no Gree Nation Fest (primeira foto) e, acima, imagem de uma das instalações. Fotos: Agência Brasil

Céline Cousteau, neta do oceanógrafo francês Jacques Cousteau, está filmando um documentário sobre indígenas no Vale do Javari, no estado do Amazonas, para retratar a situação de saúde das tribos, que contraíram doenças como hepatite, malária, tuberculose e aparentemente dois ou três casos de AIDS. Ela apresentou o seu projeto no Green Nation Fest, realizado em setembro, no Rio de Janeiro. 

"O projeto Tribos no Limite retrata a alarmante situação de saúde dos índios. Nenhuma das doenças tem origem no local. Alguém está levando, ou estão vindo pelo próprio rio Amazonas”, revelou Céline. Também envolvida com o estudo das águas e dos oceanos, a francesa falou sobre as suas experiências com ecologia e sustentabilidade em lugares como Iquitos (Peru), o arquipélago de Juan Fernandez (Chile) – além do trabalho com os índios no Vale do Javari. 
 

A palestra foi uma das atividades – que contou ainda com mais de 50 oficinas – cujo objetivo era tornar a sustentabilidade algo palpável e tangível para os participantes. Com temas como economia verde, mobilidade e empreendedorismo sustentável, o Green Nation Fest é uma iniciativa da ONG Centro de Informação, Cultura e Meio Ambiente (Cima) e ocorreu pelo segundo ano no Rio.

Outros destaques do evento foram o arquiteto e urbanista Jaime Lerner, que falou sobre mobilidade e transporte sustentável, e Marcelo Rosenbaum, designer e sócio do escritório Rosenbaum®, que trabalha com economia criativa e apresentou o projeto AGT – A Gente Transforma, de incentivo à criatividade de comunidades e valorização dos trabalhos manuais feitos em cada uma delas.

Um espaço que atraiu a atenção do público foi a área das vivências. Usando recursos multimídia – projeções, computação gráfica – os visitantes podiam entender como a devastação da Mata Atlântica multiplicou o potencial destrutivo dos deslizamentos de terra na Serra Fluminense; empreender uma viagem virtual pelo Rio Guandu (RJ); fazer uma viagem no tempo, conhecendo as mudanças no panorama urbano da cidade do Rio de Janeiro que aconteceram no decorrer da história; ou distinguir os diferentes modos de reciclar materiais descartados.

 
 
 
 
9 de Setembro de 2014

Report: notícias

o primeiro relatório a gente nunca esquece

Depois de 12 anos, chegou a nossa vez. Estamos fazendo o nosso primeiro relatório de sustentabilidade. E, enquanto colocamos cabeças para pensar e mãos para fazer, acabamos de lançar o Road to Report, um diário de bordo onde vamos contar como está sendo o nosso processo.

Acreditamos que ao escrever sobre a nossa experiência vamos não só compartilhar o que está acontecendo, mas olhar para o nosso trabalho com outros olhos. Porque discutir os nossos indicadores, listar os nossos temas mais importantes, fazer entrevistas e escrever um texto sobre o nosso negócio é diferente do que estamos acostumados a fazer.

Sejam bem-vindos aos nossos bastidores!

 
 
 
 
27 de Agosto de 2014

Report: notícias

destaques da temporada de relatórios

Histórias de Sicredi

Com apoio da Report pelo segundo ano, o relatório anual de sustentabilidade da cooperativa de crédito Sicredi ajuda a clarear questões sobre o cooperativismo financeiro para o público de varejo no Brasil. O Relatório Sicredi 2013 traz exemplos concretos, cinco histórias que demonstram a forma da instituição trabalhar e a importância do envolvimento na vida dos associados. Um fotógrafo viajou pelos quatro estados em que o Sicredi tem mais presença - Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul - enquanto a redatora do relatório fazia as entrevistas por telefone. Juntos, atravessaram as terras gaúchas de ponta a ponta para colher os depoimentos e imagens de personagens tocantes – gente que pratica a sustentabilidade sem teorias, impulsionada por um sistema de crédito. São histórias inusitadas como da sitiante que estudou e investiu em tecnologia de ponta para produzir verduras hidropônicas e criar peixe no Mato Grosso e dos produtores de leite que se tornaram os reis da produtividade na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina.

 

Engajamento em Amaggi

O agronegócio do presente tem a sustentabilidade nas suas estratégias e decisões. O esforço da Amaggi, uma das maiores exportadoras de grãos do país, para o engajamento dos seus parceiros, por meio de um plano estruturado, é destaque do relato 2013, produzido em versões impressa e online. A campanha de divulgação do relatório, na web e nas redes sociais, também é uma novidade que aponta para um plano de comunicação mais interativo e focado nos públicos estratégicos.

 

GPA mais que completo

Em seu sexto relatório GRI, o GPA desenvolveu um trabalho de escopo amplo, no qual foram consideradas informações de todas as unidades de negócio da Companhia – supermercados Pão de Açúcar, Extra e Assaí, Nova Pontocom e Via Varejo (Pontofrio e Casas Bahia). Foram realizadas mais de três dezenas de entrevistas com profissionais responsáveis pelas empresas e unidades de negócio que compõem o GPA. Além da metodologia GRI, o conteúdo também observou as diretrizes da norma ISO 26.000, referente à responsabilidade social.

 

 

Relevância em Ecorodovias

O Grupo Ecorodovias, um dos maiores conglomerados de infraestrutura e logística intermodal do país, opera seis concessões rodoviárias (estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Bahia) e diversas outras plataformas de logística. Para fazer seu oitavo relato GRI, contou com apoio da Report na produção do texto e design das versões online e em PDF do Relatório anual de sustentabilidade 2013. Uma matriz com nada menos de 45 temas considerados relevantes para a gestão da empresa orientou a produção do conteúdo, e as organização das informações financeiras obedeceu às Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IRFS).

 
 
 
 
27 de Agosto de 2014

Report: notícias

desenvolvimento sustentável na agenda das eleições 2014

Com o primeiro turno das eleições 2014 agendado para o dia 5 de outubro, a Report avaliou as diretrizes de governo apresentadas até o momento pelos três candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto para presidente: Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB).

Trata-se de um exercício para compreender as propostas de cada coligação sob a ótica do desenvolvimento sustentável, entendido como modelo integrado, que agrega ao desenvolvimento econômico as esferas ambiental, social e de governança e transparência, visando resultados mais consistentes para toda a sociedade no curto, médio e longo prazos.

Nosso propósito é que essa análise sirva de ponto de partida para avaliações mais detalhadas. 

Dilma Rousseff

O plano de governo da candidata Dilma Rousseff ressalta os dois pilares que sustentariam seu governo – solidez econômica e amplitude das políticas sociais – e que, em um segundo mandato, terão continuidade e serão acrescidos do compromisso com a competitividade produtiva.

  • No campo econômico, promete reduzir os custos de investimento e de produção no país; aprimorar a infraestrutura logística e elevar a capacidade de inovação; e estimular o empreendedorismo, com a simplificação da burocracia.
  • Na esfera social, o foco está na transformação da qualidade do ensino e na continuidade da ampliação do acesso à educação (universalização da educação infantil, ampliação da educação em tempo integral e da formação técnica). Inclui, ainda, a melhoria da qualidade e a ampliação dos serviços de saúde, a manutenção das políticas de inclusão social, com o fortalecimento do conceito de busca ativa, e da atuação nas áreas de direitos humanos e diversidade (mulheres, negros e deficientes). Explicita também o compromisso com a transparência, com o combate à corrupção e para a consolidação de uma cultura de participação popular. 
  • No âmbito ambiental, estabelece uma maior atuação conjunta entre União, estados e municípios, o aprofundamento do processo de modernização do licenciamento ambiental, a priorização da segurança hídrica e a manutenção do compromisso para reduzir as emissões atmosféricas (combate ao desmatamento), para estruturar uma economia de baixo carbono. Investimentos em mobilidade urbana, assegurando transporte público rápido, seguro e eficiente, e para a universalização do saneamento básico também fazem parte da proposta.

 

+ Leia o documento completo aqui.  

 

Aécio Neves

O candidato Aécio Neves distribui suas principais propostas entre os tópicos “cidadania”, “economia”, “educação”, “estado eficiente”, “relações exteriores”, “saúde”, “segurança pública” e “sustentabilidade”. É no item “cidadania”, por exemplo, que estão concentrados os compromissos relacionados a direitos humanos (mulheres, crianças, idosos, afrodescendentes, LGBT, quilombolas, ciganos, povos indígenas e deficientes), direito do consumidor e agricultura familiar.

  • No tópico “economia”, o documento cita o estímulo à implantação de uma economia de baixo carbono e da agricultura de baixo carbono, além de propor a inclusão de variáveis ambientais e dos custos ambientais de mitigação e compensação nas fases iniciais das análises de viabilidade de empreendimentos de infraestrutura. Também pretende estimular a inovação, a desburocratização, o empreendedorismo e o desenvolvimento regional.
  • No último item, chamado “sustentabilidade”, encontra-se o subtópico “cidades sustentáveis e mobilidade urbana”, que prevê a implementação da política nacional de mobilidade urbana, com priorização do transporte público, investimento em novos modais (ciclovias) e o desenvolvimento de novos indicadores de qualidade de vida, entre outros pontos.
  • No subtema mais abrangente, intitulado “sustentabilidade e meio ambiente”, o documento menciona a implementação de um programa de licitações sustentáveis, o estabelecimento de políticas específicas para atender os diferentes biomas brasileiros, implementação de política para o pagamento de serviços ambientais, aprovação de políticas tributárias e de crédito com base na análise do ciclo de vida dos produtos e em padrões rigorosos de eficiência energética e desempenho ambiental etc.

 

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Marina Silva

Segundo o programa de governo da candidata Marina Silva, é preciso construir um modelo de desenvolvimento que confira à noção de progresso um sentido mais humano, justo e solidário com as pessoas e o planeta, com as atuais e as futuras gerações.

  • O eixo que aborda a economia para o desenvolvimento sustentável apresenta como pontos principais a simplificação, a transição para a economia de baixo carbono, a redução das desigualdades sociais e a incorporação da inovação tecnológica nos processos produtivos. A coligação menciona a necessidade de fortalecer os negócios sociais e a economia solidária e estimular a geração de empregos verdes, que gerem trabalho decente com baixo consumo e emissão de carbono.
  • Também estão as metas de produzir relatórios de qualidade ambiental do país, desenvolver estudos sobre sustentabilidade para orientar as ações estratégicas do governo federal e incentivar empresas estatais e privadas a produzir relatórios de desempenho socioambiental e implementar estratégias de gestão ambiental.
  • Estão previstos o estabelecimento de critérios de sustentabilidade para a avaliação dos financiamentos de instituições financeiras e compras públicas e a criação de programas de compensação financeira a comunidades tradicionais e agricultores familiares pelos serviços de preservação de recursos naturais e conservação da biodiversidade.
  • O eixo novo urbanismo e pacto pela vida aborda questões ligadas à política habitacional, saneamento e resíduos sólidos, mobilidade urbana e segurança pública, traz o compromisso para estruturar uma estratégia de governança específica para as áreas metropolitanas, visando à melhoria da qualidade de vida dessas populações, e a criação da Inspetoria Nacional de Direitos Humanos.

+ Leia o documento completo aqui.

 

 
 
 
 
27 de Agosto de 2014

Report: notícias

por um ambiente financeiro mais responsável

Dentro do universo de investimentos, o setor financeiro tem a possibilidade de ter um papel muito mais efetivo quando se fala de sustentabilidade. Envolvido com diversos elos da sociedade, o poder mobilizador do segmento ultrapassa suas fronteiras e pode afetar diretamente os cidadãos. A atuação do setor no engajamento de empresas e instituições pela adoção de práticas socioambientais mais responsáveis também reduz os riscos dos negócios, trazendo segurança e rentabilidade agregada.

Esse assunto é tema do livro Sustentabilidade nos Negócios do Setor Financeiro: Avaliação do Risco Socioambiental na Decisão de Crédito, de Victorio Mattarozzi, sócio-diretor da Consultoria Finanças Sustentáveis*, que conversou com a Report sobre o lançamento.

report: Em seu novo livro, você busca apresentar o papel do setor financeiro na promoção do desenvolvimento sustentável.  Pode dar alguns exemplos desse papel?

Victorio Mattarozzi: Por se relacionarem com todos os segmentos da sociedade, as instituições financeiras têm um poder de influência que pode abranger a gestão da sustentabilidade nos negócios de seus clientes. Se, nesse sentido, a responsabilidade dessas instituições é enorme, as oportunidades daí decorrentes são da mesma magnitude.

Isso porque, refletindo a realidade brasileira, a percepção dos bancos sobre o risco socioambiental em seus negócios acompanha as exigências da sociedade e a própria legislação ambiental nacional. O desmatamento de áreas protegidas, por exemplo, agravado pelos complexos problemas fundiários existentes em diversas regiões, expõe também os bancos a riscos financeiros e de reputação. Isso ocorre, especialmente, em função dos financiamentos concedidos ao setor do agronegócio, um dos que mais diretamente impacta comunidades e o meio ambiente – uma vez que, para o banco, os resultados financeiros e de reputação dependem da maneira como a empresa beneficiária dos financiamentos atua.

Assim, as instituições financeiras estão percebendo a necessidade de se colocarem na linha de frente da gestão da sustentabilidade por meio da avaliação dos riscos socioambientais nos negócios de seus clientes, já que os custos ambientais e sociais que os afetam também recaem sobre seus próprios negócios.

report: Qual será o principal desafio do setor financeiro em um futuro próximo e como a mudança de postura pode auxiliar as instituições na superação?

Mattarozzi: Adaptar-se a um mundo profundamente transformado, sobretudo pelas mudanças climáticas, é o maior desafio deste século. As instituições financeiras precisam identificar quais empresas estão mais expostas aos riscos associados a essas mudanças; quais estão, desde já, concentrando esforços para lidar com as transformações trazidas pelas alterações do clima; e quais estão mais atrasadas na direção da baixa emissão de carbono e do uso eficiente de recursos naturais.

Presentemente, o peso dado aos riscos e oportunidades socioambientais no processo de decisão de negócios das instituições financeiras é ainda muito limitado. Em grande parte isso pode ser explicado pelas dificuldades em entender e estabelecer a materialidade financeira das decisões associadas a tais riscos e oportunidades.

report: E como elas lidam com os riscos e oportunidades?

Mattarozzi: Um número ainda muito limitado de instituições financeiras utiliza ferramentas de análise e quantificação dos riscos e oportunidades socioambientais como parte da decisão de negócios.

Em termos da gestão dos riscos e oportunidades socioambientais no setor financeiro brasileiro, o Rabobank Brasil se destaca com a sua política de crédito socioambiental para o agronegócio. Verifica-se que a adoção de critérios para avaliação do risco socioambiental no processo de decisão de crédito não é um fator limitador de negócios. Pelo contrário, ao considerar as questões socioambientais as instituições financeiras não apenas reconhecem sua vulnerabilidade em relação aos impactos dessa natureza, mas, sobretudo, têm a oportunidade privilegiada de desenvolver novos produtos financeiros e gerar valor ao negócio.

report: Qual o impacto da Resolução 4.327 do Banco Central, que estabelece diretrizes para implantação de política de responsabilidade socioambiental pelas instituições financeiras?

Mattarozzi: O tema desse meu novo livro se insere no contexto desse recente Resolução, que resultou do processo de diálogo do BC com as instituições financeiras sob sua regulamentação e fiscalização.  As instituições consideraram que o BC deveria atuar como idealizador e indutor de boas práticas socioambientais no setor financeiro. A Resolução veio, então, ao encontro desse objetivo, para garantir a utilização de padrões mínimos de gestão dos riscos e oportunidades socioambientais e de transparência de informações quanto aos resultados obtidos a partir da implantação desses padrões.

report: Algumas grandes empresas tentam promover a sua visão de sustentabilidade em suas cadeias, mas com capacidade de engajamento limitada. Em sua avaliação, como o mercado financeiro pode ajudar a suprir essa lacuna no investimento ou tomada de crédito?

Mattarozzi: É essencial que o setor financeiro inclua a perspectiva sustentável em sua cultura e em todo o espectro de negócios, a fim de não só exercer seu papel de indutor de práticas sociais e ambientalmente corretas, como, também, capturar as oportunidades abertas pela necessária transição para uma economia de baixa emissão de carbono e eficiente consumo de recursos naturais.

De fato, inventariar e reduzir emissões de carbono, gerir o suprimento e a qualidade da água e responsabilizar-se pelos resíduos pós-consumo onera os processos produtivos tradicionais. Mas muito mais oneradas são as empresas expostas às críticas e ações da sociedade, em razão de problemas que afetam sua reputação. Assim, é mais compensador engajar-se o quanto antes na gestão sustentável.

*Victorio Mattarozzi atua na área de sustentabilidade desde 2003, quando implantou e coordenou o sistema de gestão socioambiental do Unibanco (atual Itaú-Unibanco), onde também trabalhou nas áreas de análise de investimentos, mercado de capitais e crédito. O especialista é também coautor dos livros: Desenvolvimento Sustentável 2012-2050: Visão, Rumos e Contradições; Sustentabilidade no Setor Financeiro: Gerando Valor e Novos Negócios; e Sustentabilidade nos Negócios do Setor Financeiro: um Caso Prático.

 
 
 
 
27 de Agosto de 2014

Report: notícias

coloque as florestas na bolsa (de valores)

Nos últimos anos, a inovação tem se mostrado uma forte aliada da sustentabilidade quando se fala no cumprimento de leis e políticas socioambientais – e na viabilização de novos negócios.  Lançada há dois anos, a primeira bolsa de ativos ambientais do Brasil, a Bolsa Verde do Rio de Janeiro (BVRio) é um exemplo dessa união entre inovação, sustentabilidade  e desenvolvimento econômico, contribuindo a um só tempo com o ambiente, com as empresas e com a sociedade.

O Novo Código Florestal (lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012) é um dos focos de atenção da BVRio, já que exige que todos os imóveis rurais do país mantenham uma parte de sua área preservada a título de Reserva Legal. Para viabilizar a preservação, a lei permite a comercialização de Cotas de Reserva Ambiental (CRA) ou a doação de Unidades de Conservação (UCs) de domínio público pendentes de regularização fundiária. Essa compensação pode ser feita com áreas localizadas em outros Estados, desde que sejam consideradas áreas prioritárias, tais como as Unidades de Conservação federais e estaduais. Essa possibilidade legal deu margem à criação de um real “mercado verde”, devido à dimensão da demanda.

O país possui um passivo ambiental de 21 milhões de hectares, de acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Essa extensão territorial, pulverizada em diferentes biomas, é equivalente à área do estado de São Paulo e precisa ser obrigatoriamente restaurada.

A partir dessa necessidade, a BVRio criou uma plataforma virtual, a BVTrade, que permite a comercialização dos ativos ambientais. Na prática, a operação se assemelha às tradicionais bolsas de valores. Proprietários de terra com excesso de vegetação podem cadastrar na plataforma os contratos de venda de CRA, por exemplo – a BVTrade comercializa outros tipos de ativos ambientais. Esses contratos podem ser temporários, de cinco, 10 ou 20 anos, e permanentes. Assim, proprietários rurais de todo o Brasil que possuem déficit de reserva legal em seus imóveis podem se adequar a lei ambiental por meio dos contratos ofertados.

De acordo com o presidente da BVTrade, Maurício Moura Costa, existem mais de 2 milhões de hectares cadastrados na plataforma, prontos para serem negociados. “O que fazemos é facilitar o encontro entre compradores e vendedores para promover o uso desse instrumento ambiental”, diz o executivo.

Homepage da plataforma de negociação de ativos ambientais - BVTrade

Novas cotas

Apesar de ter começado as operações com a comercialização de CRA, gradativamente, demais cotas começaram a ser comercializadas pela plataforma. Desde agosto deste ano, a BVTrade também passou a negociar imóveis localizados no interior de Unidades de Conservação (UC). Para os proprietários de terras em UCs, que aguardam desapropriação por parte do governo e a devida indenização, a negociação é uma forma mais ágil de negociar as áreas. O terreno é cadastrado na BVTrade e passa a aguardar a oferta de um produtor rural com déficit de reserva legal. Após concluir o negócio, o comprador recebe um título em troca da doação do terreno para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Hoje, o Brasil conta com mais de 150 milhões de hectares de Unidades de Conservação. As UCs são áreas com cobertura de vegetação nativa protegidas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Estima-se que existam mais de 5 milhões de hectares de propriedades privadas nessas condições. Como alternativa, os proprietários podem negociar seus imóveis para a compensação de Reserva Legal de outro imóvel rural, ou para Compensação Ambiental de um empreendimento em processo de Licenciamento Ambiental.

Para Denise Rambaldi, superintendente de Biodiversidade e Florestas da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) do Rio de Janeiro, a iniciativa vem ao encontro dos objetivos do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea)de consolidar as Unidades de Conservação do estado e, ao mesmo tempo, facilitar a regularização da reserva legal de imóveis rurais ou o licenciamento ambiental de empreendimentos com significativo impacto ambiental.

A Lei Florestal diz que proprietários rurais que não têm reserva legal suficiente podem se adequar comprando, e em seguida doando ao poder público, um imóvel localizado no interior de Unidades de Conservação. O SNUC permite que empreendimentos que geram impacto ambiental possam realizar sua compensação utilizando o mesmo mecanismo. A negociação dos imóveis em UC também auxilia empreendedores a cumprirem medidas compensatórias em processos de licenciamento ambiental e a promoverem a regularização fundiária e a consolidação das Unidades de Conservação.

Negócios em expansão

Além das CRAs e dos imóveis em UC, a “bolsa verde” também possui um mercado de Créditos de Destinação Adequada de Pneus em funcionamento, a reboque da Política Nacional de Resíduos Sólidos.  Além disso, existe o mercado de Créditos de Logística Reversa de Embalagens, com mais de 70 cooperativas de catadores ofertando créditos relacionados a vários tipos de embalagens.

Reserva Legal

As Reservas Legais são exigidas de todas as propriedades rurais produtivas, por serem fundamentais para a preservação da biodiversidade. Cabe ao proprietário do imóvel a conservação, o manejo e a recomposição da área, que tem uso restrito. A extensão de terra a ser protegida a título de Reserva Legal varia conforme de 20% a 80% da área total, conforme o bioma ou a região estabelecida como prioritária pelo governo.

 
 
 
 
26 de Agosto de 2014

Report: notícias

estratégias em prol da economia verde

Atualmente, o sistema financeiro global movimenta cerca de US$ 225 trilhões por ano. Mas somente uma pequena parcela desse montante é usada no fomento à transição para uma economia verde e inclusiva, segundo cálculos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep).

Para encontrar caminhos que possam mudar essa realidade, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) realizou o seminário "O Sistema Financeiro Nacional (SFN) e a Economia Verde" –  desdobramento de uma pesquisa mundial coordenada pelo Unep, com o objetivo de identificar iniciativas e oportunidades no âmbito do Sistema Financeiro Nacional capazes de acelerar a destinação de capitais de investimentos e de financiamentos para a economia verde.

Durante o evento, foram apresentados três estudos integrados, desenvolvidos em parceria entre a Febraban e o Centro de Estudos da Fundação Getúlio Vargas (GVCes): “Estágio atual do SNF na Economia Verde”, “Impactos e Políticas Públicas de Cunho Socioambiental no SNF” e “Visão Estratégica e Propostas para Biodiversidade, Energias Renováveis e Agronegócios”.

Os fundamentos desses estudos (disponíveis no site da Febraban para consulta a partir de 2/set) envolveram o Desenvolvimento Sustentável (DS) como pano de fundo para as discussões estratégicas para as análises setoriais. O binômio risco e retorno precisa estar ajustado – não deve haver trade-offs entre estabilidade financeira do sistema financeiro e a alocação de recursos para financiar a transição para o DS. Concluiu-se que o sistema financeiro gera bem público e é fundamental para o desenvolvimento de uma nação, assim como os papéis diferentes dos mercados e do estado, complementares na geração de bem-estar social. 

Além disso, foram abordados os limites ecológicos, que implicam riscos e oportunidades para as decisões econômicas, e a necessidade de se ter uma agenda integrada de desenvolvimento social no Brasil. Os estudos trazem os obstáculos, como o marco regulatório inadequado, para que haja mais fluxo de recursos, e as recomendações de ações que podem ser desenvolvidas. 

 
 
 
 
26 de Agosto de 2014

Report: notícias

consultor de conteúdo: vaga aberta (RJ)

A Report trabalha com a inserção da sustentabilidade no mundo dos negócios, desenvolvendo produtos e soluções em consultoria, comunicação e conhecimento. Buscamos um jornalista para atuar como Consultor de Conteúdo (editor) em nosso escritório no Rio de Janeiro.

Responsabilidades da vaga:

  • Com foco no briefing do projeto e em suas especificidades, coordenar a produção do conteúdo, realizar entregas completas, equilibradas, de qualidade e adequadas aos projetos e assegurar o alinhamento com outras equipes envolvidas (Design, Gestão, Consultoria);
  • Supervisionar o trabalho do repórter, orientá-lo e dar feedback;
  • Nos projetos que seguem a metodologia GRI, respeitar os princípios de qualidade e às diretrizes técnicas e assegurar o bom aproveitamento das informações relacionadas aos indicadores de desempenho, verificar a cobertura dos itens de perfil, governança, parâmetros do relatório e engajamento e propor soluções para as lacunas identificadas. Fazer o mapeamento prévio dos itens GRI e indicadores de desempenho no texto, para validação posterior pela equipe de Consultoria GRI;
  • Apoiar o gerente de projetos no planejamento do trabalho, na gestão de riscos e na busca por soluções; participar da construção do cronograma e assegurar seu cumprimento pela equipe de Conteúdo;
  • Manter o gerente de projetos informado sobre o andamento do trabalho, o relacionamento com o parceiro e mudanças significativas no cronograma.
  • Fazer a gestão de riscos e adotar uma postura proativa para a solução de problemas;
  • Quando solicitado, negociar e contratar a execução de trabalhos por parceiros.

 

Habilidades e conhecimentos específicos: comunicação corporativa, sustentabilidade, coordenação de projetos, diferentes mídias

Características: flexibilidade, paciência, capacidade de planejamento, facilidade para trabalhar em equipe

Benefícios: vale refeição, seguro de vida
Horário: das 9h às 18h, de segunda a sexta-feira

Vínculo: PJ (por período determinado e, depois, o vínculo será de associação)

Mais informações e envio de currículo (com remuneração pretendida) até o dia 08/set/2014: [email protected]reportsustentabilidade.com.br

 
 
 
 
22 de Agosto de 2014

Report: notícias

vá de bike! primeira cicloviagem da report

Seis profissionais da Report – Estevam Pereira (diretoria), Michel Steineke (consultoria), Rúbia Piancastelli (conteúdo), Carlos Nascimento (financeiro), Flávio Cardoso (TI) e Gisele Fujiura (design) – participaram, no dia 20 de julho, de uma cicloviagem que percorreu a Rota Márcia Prado, que corta a porção paulista da Serra do Mar. O roteiro iniciou-se na APA (Área de Proteção Ambiental) Bororé e compreendeu 44 quilômetros através da Mata Atlântica, passando por cachoeiras, vales e morros. Para percorrer a rota, o sexteto contou com o apoio da Pediverde, empresa especializada em organizar viagens de cicloturismo.


Da esquerda: Gisele, Michel, Carlos, Estevam, Flávio e Rúbia, na APA Boreré

“Organizamos um passeio ciclístico urbano, em São Paulo, e os funcionários que participaram logo se animaram para fazer um percurso um pouco mais longo e aventureiro”, conta Michel. “A Rota Márcia Prado é adequada para iniciantes e pudemos fazer a travessia com toda a segurança.” A Serra do Mar é uma região de densa vegetação de Mata Atlântica e um verde vívido, com fauna e flora tipicamente brasileiras. O percurso pode iniciar em quatro pontos diferentes: na estação Vila Olímpia da CPTM (onde é possível pegar as balsas e atravessar a Ilha do Bororé com trechos de terra), na estação Jabaquara do Metrô (uma alternativa mais rápida que mantém o passeio essencialmente via asfalto), na balsa do Bororé (alternativa para evitar pedalar no meio da cidade) ou saindo da entrada da Estrada de Manutenção (apenas o trecho mais agradável da viagem, pelo Parque Ecológico da Serra do Mar).
 

Mas para a Report, a bicicleta não é apenas sinônimo de diversão e aventura. Uma frente de estudos dedicada à mobilidade corporativa já é uma realidade, imaginando soluções alternativas de transporte para empresas – o que pode incluir, por que não, o uso da bike como forma de deslocamento ágil e sustentável. “Queremos ajudar nossos clientes no diagnóstico de seus problemas de mobilidade urbana”, afirma Estevam Pereira, sócio-diretor da Report. “Para as empresas, os impactos positivos da otimização dos deslocamentos urbanos são vários: aumentos na produtividade, melhoria da qualidade de vida dos funcionários e redução na emissão de gases do efeito estufa, por exemplo.” 


Percurso percorrido: 44 quilômetros através da Mata Atlântica

 

 
 
 
 
21 de Agosto de 2014

Report: notícias

report lança pesquisa de mercado para clientes

Para identificar novas oportunidades de negócios, a Report promoverá, nas próximas semanas, a primeira edição de sua pesquisa de mercado. A ideia é ouvir gestores de sustentabilidade, formadores de opinião e especialistas, a fim de entender demandas e soluções em Comunicação, Consultoria e Conhecimento que a empresa pode oferecer aos seus clientes.

Com um portfólio que inclui relatórios anuais e de sustentabilidade, consultoria estratégica, apoio à gestão socioambiental e atividades de comunicação e geração de conhecimento, a Report tem mais de uma década de estrada e construiu relacionamento com cerca de 200 clientes, de diferentes portes e segmentos. Opera em escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro, além de contar, em sua rede, com profissionais que cobrem estados como Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Para elaborar a pesquisa, foi feito um piloto com parceiros de negócios na conferência Sustainable Brands (SB Rio 2014), organizada em abril passado pela Report junto com a Sustainable Life Media, no Rio de Janeiro. A experiência permitiu organizar e simplificar a abordagem das questões, divididas em tópicos qualitativos e quantitativos.

A expectativa é ouvir representantes de empresas, com foco nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul e em organizações de capital aberto e grande porte. Com base nas respostas, a equipe de negócios poderá adaptar o portfólio e, assim, oferecer serviços mais diversificados e inovadores a clientes atuais e futuros.

Para participar, é só acessar o formulário eletrônico, disponível aqui, e responder – são necessários apenas cinco minutos. Colabore e divulgue!

 
 
 
 

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