11 de February de 2015

Report: notícias

para onde aponta a confiança

Em sua 15ª edição, foi divulgada a pesquisa Trust Barometer 2015, realizada pela agência de relações públicas Edelman e que mede o nível de confiança das sociedades no Governo, Empresas, ONGs e Mídias.

Os resultados apontam que as empresas continuam na liderança como o grupo institucional mais confiável para 73% dos respondentes brasileiros, seguidas pelas organizações não-governamentais (70%). O poder público, pelo segundo ano consecutivo, registra cerca de metade da credibilidade no setor privado, com apenas 37%. Já a mídia apresentou um ligeiro declínio na confiança da população com uma queda de sete pontos percentuais em relação a 2014, registrando 56%.

O estudo entrevistou 33 mil respondentes (27.000 do público em geral e 6.000 respondentes que se enquadram na categoria de público informado), por meio de entrevistas online realizadas entre outubro e novembro de 2014 em 27 países. Os resultados globais e o recorte brasileiro do estudo podem ser acessados integralmente no site internacional.

Alguns destaques:

 

 
 
 
 
9 de February de 2015

Report: notícias

jornada Aberje de mensuração

No dia 10/2, terça feira, será realizada a 1ª Grande Jornada Aberje de Mensuração, das 9h às 18h, no Espaço Aberje Sumaré, em São Paulo. A programação inclui debates com profissionais da área e o lançamento de uma publicação especial sobre o tema: o Caderno de Comunicação Estratégica e Mensuração.

Álvaro Almeida, sócio fundador da report, participa do segundo painel do dia, cujo tema é "Mensauração como atestado de ética e governança: práticas brasileiras", junto com Lívia Queiroz, gerente de reputação do Itaú Unibanco.

Cliquei aqui para se inscrever (associados pagam R$600 e não associados R$800).

 
 
 
 
6 de February de 2015

Report: ensaio

como conectamos sustentabilidade e cultura

Depois de alguns anos empenhadas em inserir os temas de sustentabilidade no dia a dia da gestão, muitas empresas encontraram um novo obstáculo: como propagar essa consciência na cultura corporativa? Só assim, pode-se imaginar um futuro no qual essas questões deixem de ser atribuição de uma área ou departamento e passem a fazer parte inerente da tomada de decisão.

Por Álvaro Almeida*

Com isso em mente, decidimos investigar como conectar sustentabilidade, especialidade da report, com cultura organizacional. Constatamos que o mundo das relações de trabalho está em plena transformação. Cada vez mais, as pessoas buscam se conectar a organizações que compartilhem da mesma visão de mundo, com indivíduos e profissionais que se reconheçam em seus valores e que almejem propósitos comuns. Simplificando bem: propósitos atraem pessoas que se identificam por valores e comportamentos comuns alinhados à sustentabilidade (assim, esperamos).

Trabalhar, portanto, os valores dos stakeholders de uma empresa, buscando localizar os pontos de convergência aos temas de sustentabilidade se revelou um caminho inovador que, enfim, nos permite conectar o tema aos corações e mentes corporativos. Inovador porque, apesar de bastante comum no mundo dos recursos humanos, a análise de valores é utilizada fundamentalmente para superar gargalos de gestão e engajamento institucional, sem qualquer vínculo com a sustentabilidade.

Como se tornou prática na report, optamos por testar a metodologia em nós mesmos. Para tanto, contamos com a experiência do consultor Bernardo Teixeira Diniz, da Spirit, especialista em planejamento estratégico e instrutor certificado na metodologia dos Sete Níveis de Consciência, desenvolvida pelo britânico Richard Barrett e já aplicada em mais de 4 mil empresas em 50 países. O resultado foi transformador.

Convidamos 88 pessoas, entre funcionários, clientes, fornecedores e diversos tipos de parceiros a responderem quais eram os principais valores e os comportamentos que melhor lhes descreviam; quais os que se enquadravam na report do presente; e quais projetavam a report do futuro. Com esse levantamento, foi possível identificar os pontos de convergência de todo o grupo e dos públicos separadamente, além dos valores limitantes que precisavam ser mitigados. Somado ao estudo de materialidade que realizamos na mesma época, o levantamento de valores e comportamentos nos proporcionou um precioso conteúdo para o nosso planejamento estratégico.

O processo nos permitiu identificar os valores que melhor expressam a cultura da report, portanto, aqueles que unem nossa rede de relacionamentos e que devem pautar nossas práticas e iniciativas (veja abaixo). Ao final, com a colaboração de outro parceiro qualificadíssimo, Vicente Gomes, da consultoria Corall, reafirmamos nosso propósito como organização e construímos nosso mapa estratégico, tudo coerentemente alinhado aos interesses de todos os públicos. Concluímos que, tão importante quanto ter uma ótima ferramenta, como a metodologia dos Sete Níveis de Consciência, é maximizar os benefícios de suas descobertas, alinhando propósito, valores e comportamentos individuais e coletivos e estratégia à perspectiva de sustentabilidade.

 

*Álvaro Almeida é socio fundador da report

 

+ Leia a entrevista com Vicente Gomes, da Corall

 
 
 
 
6 de February de 2015

Report: notícias

SBio Recife discute experiências colaborativas nos negócios

Entender como a tecnologia cria os espaços para a exploração de oportunidades da economia colaborativa foi um dos principais propósitos do primeiro Seminário do Sustainable Brands Innovation Open (SBio), realizado na tarde de quinta-feira (5), como parte da programação do VII Recife Summer School, festival organizado pelo Porto Digital.

O SBIO Recife procurou atrair empreendedores ligados a esse importante polo de inovação para a segunda edição da competição de startups, cuja fase final acontecerá durante a conferência internacional Sustainable Brands Rio, organizada pela Report entre 25 e 27 de agosto. “Tivemos uma troca de ideias muito rica, em torno de um conteúdo excelente”, comentou Márcia Nejaim, Gerente executiva de Competitividade e Inovação da Apex Brasil, patrocinadora exclusiva do SBio e apresentadora da SB Rio 2015.

                                        

Primeiro tempo

O primeiro painel da tarde contextualizou a economia colaborativa e suas oportunidades para a geração de novos negócios para empresas de todos os portes – dos empreendimentos disruptivos que nascem a partir de uma ideia aos movimentos das grandes corporações, que buscam manter-se atualizadas às tendências de mercado. Luísa Rodrigues, da Benfeitoria, organização que, entre outras iniciativas, articulou o Festival de Wikinomia Reboot, no Rio de Janeiro, explicou como a evolução e o barateamento do custo da tecnologia abriram espaço para que pessoas com mesmos propósitos se conectassem e começassem a transformar a realidade. “Tendo como base o cuidado, a Wikinomia vai prosperar a partir da criatividade e da colaboração”, definiu.

Na sequência, Joana Sampaio, Gerente de Sustentabilidade do Porto Digital, mostrou como esse polo de inovação tecnológica permite a expansão de iniciativas colaborativas, como aconteceu com o projeto Porto Leve, que desenvolveu uma plataforma de base do modelo de compartilhamento de bicicletas e agora procura fazer o mesmo com carros elétricos. “Vivemos uma onda crowd que vai transformar o nosso jeito de viver”, disse.

Para completar, Murilo Ferraz, CEO e criador da Treebos, vencedora da primeira edição do SBIO, contou como tem empreendido e conseguido levar seu sonho para a Europa e os Estados Unidos. “Com o apoio de plataformas como o Desafio Brasil, o Sustainable Brands e a Apex Brasil, tenho conseguido estabelecer as conexões que preciso para refinar e impulsionar meu negócio”, afirmou ele, que criou um modelo de produção sustentável e compartilhada de frutas.

                             

Segundo tempo

O foco foram as oportunidades em mobilidade, grande questão do mundo moderno, especialmente dos centros urbanos e que impacta em todas as dimensões da vida em sociedade. Guilherme Telles, diretor-geral da Uber em São Paulo, empresa de tecnologia presente em 51 países e em mais de 250 cidades no mundo, contou o desafio de implantar no Brasil um novo serviço de conexão de passageiros com motoristas profissionais: “Temos que nos fazer explicar, mostrar os benefícios de qualidade para os usuários e para os motoristas e também localizar bons profissionais para trabalhar conosco e expandir nossa atuação.”

Já Pedro Palhares, Country Manager da Moovit, de origem israelense, trouxe a dificuldade de conectar informações da iniciativa privada e do poder público. “Somos o Waze do transporte público e precisamos conectar as informações e colocar a serviço dos usuários, mas encontramos grande resistência e enorme defasagem tecnológica dos operadores", explicou. “Hoje, nossos usuários já mapearam informações que muitas administrações públicas ao redor do mundo não dispõem”.

Por fim, André Marim apresentou como tem sido empreender a Fleety, primeira iniciativa de compartilhamento de carros próprios da América do Sul, ao estilo do Airbnb. “Toda inovação precisa de muito convencimento e de estudo para se encontrar o espaço de atuação, especialmente na questão legal e tributária. No nosso caso, ainda trabalhamos intensamente para chamar a atenção das seguradoras para essa nova realidade”. Todos concordam que a mobilidade tem se mostrado um grande espaço para o surgimento de soluções colaborativas, que, com suporte das tecnologias de informação, exploram os recursos da conectividade e do big data.

 
 
 
 
5 de February de 2015

Report: notícias

capitalismo com propósito maior

Qual o futuro do capitalismo? Para empresas como a cadeia de supermercados norte-americana Whole Foods a resposta é o capitalismo consciente, visão de negócios que procura solucionar os dilemas atuais da sociedade trazendo o ser humano para o centro da gestão das organizações. Tais empresas têm obtido bom desempenho, gerando desenvolvimento local, satisfação dos colaboradores e lucro para os acionistas.

Mas como explicar que, ao deslocar o fator financeiro de sua posição central na estratégia, essas empresas apresentem rentabilidade maior do que a média das organizações com visão convencional de seus negócios? Para Vicente Gomes, do Instituto Capitalismo Consciente e da Corall Consultoria, o diferencial dessas empresas é o pensamento integrado, que permite um melhor aproveitamento da relação entre os diferentes tipos de capital (financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social, natural). No bate-papo abaixo, Gomes esclarece a ideia de capitalismo consciente e analisa os diferenciais das empresas que adotam essa postura.

reportnews: Quais as características das empresas que atuam sob os princípios do capitalismo consciente?

Vicente Gomes: O capitalismo consciente possui quatro pilares: a integração com stakeholders, o que significa ouvir as necessidades desses públicos e incorporá-las ao negócio; a liderança consciente, ou seja, ter pessoas que inspirem e de certa forma estejam no processo de se conhecer melhor e conhecer melhor a vida no planeta; o propósito maior, que é a adoção de valores, de uma visão que vá além do lucro; e a cultura consciente, ou a criação de um jeito de ser que incorpore toda essa filosofia.

reportnews: E que benefícios isso tudo traz para a companhia?

Gomes: A empresa passa a olhar para seu negócio de forma integrada. Consegue que seus colaboradores estejam envolvidos com o desenvolvimento da empresa, mais do que em uma situação em que não há identificação com o propósito da companhia. E profissionais dedicados conseguem superar com mais facilidade os desafios do mercado, cada vez maiores e mais complexos.

E isso impacta na rentabilidade. O professor Raj Sisodia, do Babson College, nos EUA, realizou um estudo para entender o que as empresas que são mais amadas fazem de diferente. Ele descobriu que, em cinco anos, estas empresas criaram nove vezes mais valor que outras companhias. Conseguiram ser 825% vezes mais rentáveis que a média.

reportnews: Como o conceito tem evoluído no contexto empresarial?

Gomes: Já existem algumas empresas, inclusive no Brasil, que experimentam uma forma diferente de gestão. Há uma abertura para o diálogo com stakeholders, um espaço para que as pessoas sejam pessoas, ou até mesmo trazendo a espiritualidade para dentro da empresa, criando estruturas organizacionais coerentes com o capitalismo consciente.

O que essas empresas querem trazer ao mundo é uma evolução do capitalismo, focado em resultados, mas também oferecendo alternativas. É legal poder criar prosperidade, mas é possível fazer mais.

+ Saiba mais: http://www.capitalismoconscientebrasil.org/

 
 
 
 
3 de February de 2015

Report: notícias

storytelling mal contado: os casos Diletto e Do Bem

Storytelling: a técnica de contar histórias. Em voga entre profissionais de marketing e publicidade, o termo é visto como uma forma eficaz de divulgar produtos, valores e atributos essenciais de empresas e marcas – enriquecendo campanhas publicitárias com elementos narrativos. Mas essas histórias nem sempre têm final feliz. Que o digam a Diletto, marca paulistana de sorvetes, e a Do Bem, fábrica carioca de sucos.

No fim de 2014, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) anunciou uma investigação sobre as “historinhas” sustentadas por ambas as marcas. A Diletto foi obrigada a assumir que o italiano “Nonno” Vittorio, supostamente o avô do fundador da sorveteria e criador das receitas originais, nunca existiu. A empresa alterou suas campanhas e eliminou o personagem. A Do Bem, que compra frutas processadas por grandes fornecedores – mas afirmava que as laranjas usadas em seus sucos eram “colhidas fresquinhas todos os dias e vêm da fazenda do senhor Francisco do interior de SP” – também teve que se retratar.

As análises do Conar basearam-se apenas na comunicação das marcas, sem emitir julgamento sobre os produtos. Mesmo sem a aplicação de multas ou sanções judiciais, os arranhões na reputação das empresas foram fundos. A repercussão na mídia e nas redes sociais foi grande e gerou uma discussão sobre os limites do storytelling na publicidade. “Pelos estudos que fizemos, revelações como as que envolveram a Diletto e a Do Bem mancham a marca para uma boa parcela das pessoas, algo em torno de 40%”, afirmou Fernando Palácios, professor de branded content da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). “A regra é simples: se você estiver contando uma verdade, diga que é baseado em fatos reais e se for mentira diga logo que é uma ficção. As pessoas não se importam com ficção – mas também não querem mais ser enganadas”.

“O problema em si não é a ‘invenção’ de uma história, mas algo mais delicado: o discurso e a ‘forma’ como essa história é contada”, afirmou Eric Messa, professor da faculdade de Comunicação e Marketing da FAAP/SP. “O limite entre fantasia realidade está em plena discussão na sociedade. É por isso que casos como da Diletto ganham tanta repercussão.”

 
 
 
 
29 de Janeiro de 2015

Report: notícias

ONG combate escravidão em escala global

ONG Made In a Free World, que atua globalmente no combate ao trabalho forçado, lançou um software com o objetivo de ajudar as empresas a erradicarem o trabalho escravo ou infantil em sua cadeia de fornecimento. O programa, chamado Forced Labor Risk Determination & Mitigation (FRDM), analisa toda a planilha de gastos da empresa e identifica, entre os fornecedores de materiais, produtos ou serviços, pontos de maior risco de ocorrência de trabalho forçado. 

O software conta com um algoritmo que lê estas informações e as compara com um banco de dados da ONG contendo informações sobre o assunto em escala global. Segundo a Made In a Free World, o programa consegue alta precisão na identificação e nas recomendações oferecidas para a erradicação desse tipo de trabalho na cadeia de suprimento, independentemente do setor e da localidade da empresa.
 

A ideia do programa surgiu após o sucesso da campanha anterior, Slavery Footprint (Pegada da Escravidão), que disponibilizou na internet um teste – acessado 15 milhões de vezes – que informa quantos escravos trabalhavam para produzir bens e serviços usados pelos respondentes, com base em seus hábitos de consumo.

 
 
 
 
26 de Janeiro de 2015

Report: notícias

Recife sedia seminário preparatório da SBIO

Desde o dia 19 de janeiro, a capital pernambucana recebe a 7ª edição do Recife Summer School (RSS), um festival com foco em empreendedorismo e inovação nas áreas de tecnologia da informação, economia criativa e sustentabilidade. 

Diversos pontos da cidade sediarão eventos nacionais e internacionais. Um dos destaques da programação é o seminário preparatório para a edição 2015 da Sustainable Brands Innovation Open (SBIO), que ocorre no dia 5 de fevereiro, a partir das 14h, na sede da aceleradora de startups Jump Brasil. O seminário terá conteúdos trazidos pela SB Rio e pela SB San Diego e os temas principais serão “Economia colaborativa com foco em market place” e “Mobilidade”. O evento é gratuito, com tradução simultânea das palestras.

A SBIO é uma competição que acontecerá no SB Rio 2015, envolvendo startups brasileiras com negócios inovadores e alinhados à nova economia – que compartilham valores financeiros, sociais e ambientais por meio de seus produtos ou serviços. A Report é parceira na organização do encontro e a Apex-Brasil apoiadora pela segunda vez.

 

+Veja aqui a programação

- Abertura:

Álvaro Almeida, sócio-diretor da Report; Marcia Nejaim, gerente executiva de competitividade e inovação da Apex-Brasil e Adriana Rodrigues, gerente de sustentabilidade Apex-Brasil.

- Painel de Economia Colaborativa:

​Murilo Ferraz, Fundador da Treebos e Luisa Rodrigues, da Reboot.

- Painel de Mobilidade:

Mobilicidade; Pedro Palhares, Country Manager da Moovit e Uber.

 
 
 
 
22 de Janeiro de 2015

Report: notícias

curso de Harvard discute valor compartilhado

A Harvard Business School (HBS) apresentou um novo curso de educação executiva em dezembro de 2014. Intitulado “Criação de Valor Compartilhado: Sucesso Econômico e Impacto Social”, o programa busca explorar o conceito de valor compartilhado, de modo a garantir que as pessoas aprendam a incorporar o impacto social na estratégia de negócios da sua empresa para impulsionar o crescimento, rentabilidade e vantagem competitiva.

Liderado e desenvolvido por Michael Porter, o curso aborda pesquisas e estudos de casos que defendem que, por meio de estratégias de valor compartilhado, as empresas conseguem abordar questões sociais e reforçar a estratégia competitiva simultaneamente.

A primeira edição do programa aconteceu em dezembro de 2014. Voltado para altos executivos, líderes de ONGs ou do governo, o curso deve ter uma nova edição em 2015.

+ Informações e contato: http://www.exed.hbs.edu/programs/csv/Pages/default.aspx

 
 
 
 
17 de Dezembro de 2014

Report: notícias

novo estudo sobre materialidade apresentado na Abraps

O lançamento da versão G4 das diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) e do framework de relato integrado do International Integrated Reporting Council (IIRC) causou, nos últimos dois anos, transformações na forma com que as empresas brasileiras divulgam resultados financeiros e socioambientais. Para analisar esse cenário, desde 2012 a Report monitora as práticas das empresas na definição de temas relevantes, lançando uma série de estudos sobre Materialidade no Brasil.

Uma terceira edição será divulgada em março de 2015 – e uma prévia dos resultados foi apresentada nesta terça-feira pelo diretor de planejamento da Report, Álvaro Almeida, no encontro de fim de ano da Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade (Abraps). O evento ocorreu no Le Pain Quotidien, no Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo.

                                                  

A pesquisa “Materialidade no Brasil” de 2012 (acesse aqui) contempla um universo de mais de 190 relatos e quase 100 processos de materialidade, realizados por empresas de diversos setores e portes. Com base no descritivo apresentado em relatórios anuais e de sustentabilidade, foi possível mapear as formas de consulta, engajamento e priorização que levam as organizações a definir seus temas mais importantes de gestão (matriz de materialidade). Além da primeira edição, em 2013 foi lançado “Materialidade no Brasil: um ensaio qualitativo”, que analisa quatro processos conduzidos por empresas nacionais (para ler, clique aqui).

Na nova versão do estudo, foram identificados relatos de 117 empresas. Os desafios mapeados em 2012 – a dificuldade de desdobrar as consultas para a estratégia e a gestão, por exemplo – começaram a ser trabalhados. Do universo abordado, 70% das companhias realizaram processos de materialidade, um aumento de 20% em comparação ao estudo anterior, e, desse grupo, 93% realizam consulta a stakeholders diversos – como clientes, fornecedores, consumidores e especialistas – para identificar temas de gestão. Do total de empresas que fizeram materialidade, a Report foi responsável por 34% dos processos.

Uso na estratégia

Outro destaque é o estabelecimento de metas para temas materiais: 62% das empresas afirmam fazê-lo em seus relatórios, o que indica um desdobramento para a governança estratégica. “O lançamento da G4 e a introdução dos conceitos de relato integrado impulsionaram a consolidação dos processos de materialidade. A pesquisa nos ajuda a visualizar de que modo eles são realmente incorporados ao dia a dia das empresas”, afirma Álvaro Almeida.

Líder na condução de processos de materialidade no Brasil, a Report possui uma metodologia própria, sintonizada com as diretrizes GRI e de relato integrado, que pressupõe a participação da alta gestão na validação dos temas relevantes. Esse é um dos pontos de avanço identificados no novo estudo: 62% das companhias envolveram sua liderança no planejamento. “É um sinal de mudança. Antes, a materialidade era muito atrelada à produção de relatórios e raramente tinha outros usos. Hoje, pode ser um instrumento decisivo para a produção de estratégias sintonizadas com os impactos dos negócios”, conclui Álvaro.

 
 
 
 

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