17 de Outubro de 2014

Report: notícias

relato integrado na prática

Um novo ciclo de preparação de relatórios anuais se inicia e um teste se impõe às empresas: avançar na integração das informações financeiras e não financeiras, com uma abordagem mais objetiva, coesa e interconectada. Além de tendência nas divulgações, o relato integrado é uma oportunidade para as companhias aprimorarem a sua comunicação corporativa, evoluindo de publicações volumosas e desconexas para produzir mensagens mais curtas e eficazes.

Para avaliar o que as principais empresas têm feito na busca pela integração, a Report analisou mais de 100 relatórios referentes a 2013 – ano de divulgação das diretrizes para relato integrado. “Como esse ainda é um conhecimento emergente, as empresas em todo o mundo testam diferentes abordagens. Encontramos algumas soluções inovadoras, que podem servir de inspiração para quem tem interesse em aprofundar o seu entendimento”, afirma Álvaro Almeida, diretor de Planejamento da Report.

Na análise, ficam evidentes, por exemplo, os avanços na descrição do processo de geração de valor ao longo do tempo. Muitas companhias ampliaram o detalhamento sobre a sua estratégia e sobre os riscos associados ao negócio, além de divulgarem metas e compromissos nas dimensões econômica e não financeira.

O estudo considerou as empresas que compõem o grupo piloto do International Integrated Reporting Council (IIRC) – cerca de 140 – e incluiu 107 relatórios anuais e de sustentabilidade de 25 países. “Esse trabalho pode auxiliar outras empresas no planejamento do seu próximo relatório”, acrescenta Álvaro. O detalhamento dessa análise, bem como a apresentação de cases internacionais, será realizado em um encontro que a Report deve promover em novembro. Abaixo, veja alguns dos pontos de maior destaque:

  • Riscos e oportunidades: objetivos estratégicos atrelados à visão de riscos e oportunidades e, em alguns casos, à cadeia de valor. Não basta explicar como é o processo de gestão, mas apresentar quais são os riscos e como eles são mitigados.
  • Modelo de negócios: além de ser uma ferramenta visual cada vez mais comum nos relatórios, alguns exemplos de modelos de negócios conectam, ainda, temas materiais da organização, indicadores de desempenho e metas e compromissos.
  • Metas: a divulgação de metas, bem como o relato sobre o cumprimento dos objetivos anteriores, torna-se uma prática cada vez mais estruturada, especialmente nos relatórios internacionais.
  • Concisão: ainda aparece como um desafio para as organizações. Mesmo com conteúdo mais objetivo e maior conectividade entre publicações ou seções dos relatórios, nota-se um volume significativo de conteúdo nos relatórios corporativos.

 

Não perca

A Report realizará um workshop para detalhar os principais destaques da análise feita nos relatórios das empresas que formam o grupo piloto do IIRC e que primeiro estão aplicando as diretrizes para o relato integrado. No encontro também serão apresentados os cases mais interessantes identificados. Aguarde!

Mudança de comportamento

Duas pesquisas divulgadas em setembro comprovam o interesse do mercado na adoção dos princípios de relato integrado para a comunicação de resultados. Na primeira delas, elaborada pela PwC, quase dois terços dos analistas e investidores entrevistados responderam que acreditam que a qualidade dos relatórios pode ter impacto direto sobre o custo do capital (incluindo informações sobre estratégia, riscos e outros direcionadores de valor). 
 
Em outra pesquisa, realizada pelo International Integrated Reporting Council (IIRC) em parceria com a consultoria Black Sun, as empresas que já incorporaram parte das diretrizes afirmaram perceber impactos positivos no engajamento de stakeholders externos (91% dos respondentes) e benefícios estratégicos na tomada de decisão (79%). A percepção é das companhias que compõem o grupo piloto, que também indicaram melhor entendimento dos riscos e oportunidades (68%); e melhor compreensão dos investidores da estratégia de negócio de cada empresa (87%). 
 
 
 
 
 
17 de Outubro de 2014

Report: notícias

o caminho para uma comunicação de resultados eficiente

Por Álvaro Almeida*

No mundo ideal, que devemos perseguir dia após dia, a gestão dos temas de sustentabilidade já ganhou foco com a identificação do que é crítico para o sucesso do negócio e, portanto, essa maior clareza gerou facilidade de entendimento, engajamento e objetividade na atuação das diversas áreas, logo, maior integração ao gerenciamento cotidiano das atividades.

Embora esse estágio ainda pareça distante para a grande maioria das empresas brasileiras, uma lógica começa a dominar: é preciso encontrar o que é relevante para buscar simplicidade e efetividade. Não importa onde estejamos nesse caminho, nos deparamos com um grande esforço para se reunir as informações necessárias à produção de um relato corporativo – seja ele qual for, anual, de sustentabilidade, integrado, etc.

Na dura realidade da falta de integração atual, são várias dezenas de pessoas que contribuem com dados para a construção de um entendimento único do estágio de evolução dos negócios daquela organização e seus impactos no mundo em que vivemos. Toda essa energia, que tem um custo, jamais deveria se resumir à publicação de uma única peça (impressa ou digital). Até porque sabemos que relatórios corporativos têm baixo índice de leitura – deveriam ser mais reconhecidos pela capacidade de catalisar um processo de construção coletiva de entendimento sobre o desempenho de uma organização frente a sua estratégia. E mais: um único veículo, denso e de texto institucional, não atinge minimamente aos públicos necessários.

Ao contrário do que já se tentou no passado, a solução não é produzir uma multiplicidade de versões de um relatório, o que implica em altos custos e novamente incerteza na capacidade de alcançar os públicos. As melhores práticas vão na direção de utilizar esse manancial de informação qualificada da empresa, que tem como referência os princípios de qualidade de um relato corporativo (GRI, IIRC ou outros), para alimentar os canais de comunicação já existentes com os diversos públicos e, assim, integrar também a divulgação de resultados dos temas de sustentabilidade no mesmo fluxo de todas as informações públicas da companhia. Desde as reuniões regulares das equipes internas até o mural, a área de conteúdo da intranet ou do website institucional, a(s) revista(s) ou jornais institucionais, as reuniões regulares com públicos de relacionamento (acionistas, parceiros de negócios, fornecedores), etc. Sem esquecer das publicações obrigatórias, como relatório de administração, formulários para o mercado de capitais e outras instâncias reguladoras.

Empresas de referência e de longa trajetória de evolução na comunicação de resultados, como Natura, Unilever, Itaú e SulAmérica, já percorrem essa trilha. Vale destacar que um relatório institucional, conciso e altamente relevante, tende a permanecer, mas com objetivos bem definidos: consolidar o pensamento estratégico da companhia e seus resultados e comunicar especificamente para formadores de opinião, reduzindo-se assim desperdício de recursos em todos os níveis. Afinal, de volta ao mundo ideal, o que queremos é chegar ao dia no qual a comunicação das estratégias e dos impactos das companhias seja sistemática, transparente, relevante e, portanto, altamente útil para todos os seus públicos.

*Álvaro Almeida é sócio-diretor na Report

+ E no próximo artigo: Como navegar no mar de questionários e indicadores (leia também: Para que serve um relatório de sustentabilidade hoje)

 

 
 
 
 
16 de Outubro de 2014

Report: ensaio

o rally social

Por Diogo Galvão*

                                            

“Peguei uma muda de roupas, meu chapéu de palha, uma câmera fotográfica e fui. Fui sem saber ao certo quem iria encontrar e por onde iria passar. Eram catorze desconhecidos, das mais diversas áreas de formação, unidos pelo mesmo propósito, o de levar saúde e alegria para os Sertões. Sob o céu efervescente do Sertão que tirava nossa sobriedade, e com muita poeira que limitava nossa visão, fomos para o Rally dos Sertões 2014, fazer ações sociais e sustentáveis em cidades de baixíssimo IDH, próximas ao percurso oficial do Rally.

O S.A.S. Brasil, Saúde e Alegria nos Sertões, é a organização responsável por todo esse projeto. Foram seis meses de planejamento, um investimento total de R$ 100 mil, 1.500 pessoas impactadas por nossas ações em quatro cidades. Munidos de três jipes, uma moto e dois containers-consultórios, largamos junto com os competidores, em Goiânia. Ao todo, três mil e duzentos quilômetros rodados, entre os estados de Goiás e Minas Gerais, no período de 10 dias.

Eram três as frentes de ação: saúde, entretenimento e sustentabilidade. Tínhamos um otorrino, um dentista, um oftalmologista e um clínico geral que lideravam os atendimentos à comunidade. Uma equipe multidisciplinar contando com uma artista, um engenheiro, um arquiteto e um internacionalista (eu), entre outros, que desenvolvia diversas atividades educativas e recreativas com as crianças. Por fim, na frente de sustentabilidade, dois arquitetos e eu conversávamos com a comunidade local sobre novas formas, baratas e eficazes, para captar e armazenar a água.

Ipameri, sudeste goiano, com 20 mil habitantes, foi a primeira cidade que visitamos. Ali, pudemos ter uma ideia do que viria pela frente. Pessoas com baixíssimo acesso a atendimento médico, com peles e olhos ressecados, marcados pelo sol do sertão. Pudemos verificar que os reassentados da reforma agrária já possuíam avançado conhecimento sobre reutilização de materiais, captação e armazenamento de água, tendo nós aprendido muito com eles. E a dona Fonseca (personagens inventados, histórias reais), de sessenta e poucos anos, que, por falta de óculos, tinha grande dificuldade para enxergar as letras e assim aprender a ler em suas aulas de alfabetização.

                                                    

Percorremos a serra gaúcha, dirigimos em alta velocidade por estradas de terra, pudermos ver o céu estrelado numa escuridão privilegiada, até chegar em Bonito de Minas, norte de Minas Gerais. Uma ótima prefeitura encontramos por lá. Pessoas humildes, competentes e comprometidas em tirar a cidade da lista dos dez piores IDHs do estado. A cidade parou para nos receber. Com nossa estrutura itinerante, pudemos sentar sob esse céu estrelado para uma sessão de cinema, a primeira de muitos daquela comunidade de 5 mil habitantes.

Foi em Bonito de Minas que, mesmo trazendo felicidade às centenas de crianças, nos sentimos impotentes, impedidos, calados e surdos. Maria, uma criança de 3 anos, que ficará surda se a mãe não a levar para um tratamento no ouvido, que possui altas chances de cura e que é oferecido pelo SUS. Maria já estava para ser atendida em Brasília, porém, sua mãe teve que fugir da cidade, pois sofria ameaças do marido. Em Bonito de Minas, esse tratamento não é possível. A distância, o isolamento, será imperativo na vida de Maria.

Em uma região na qual chove mil litros de água por ano, captar e armazenar essa água é uma necessidade. A comunidade de Bonito de Minas criou mecanismos e desenvolveu tecnologias que estão dando bons resultados para essa questão, que podiam muito bem servir de exemplo para outras prefeituras, de cidades muito maiores e mais ricas.

Partimos de Bonito de Minas com vontade de ficar mais. Em Olhos D’Água, com 5 mil habitantes, sendo que a maioria vivendo na zona rural, não há cinema. Também não há rede de esgotamento sanitário. Pudemos dar um dia especial, fantástico, para a rotina da cidade, que não esperava por nós. Em parceria com a Waves for Water, instalamos um filtro na única escola da cidade, garantindo água potável para as crianças durante o período de 1 ano. Nossos olhos também encheram d’água ao contarmos para Larissa, de apenas treze anos, que ela ficará cega devido a um corte em sua córnea... brincamos, nos embriagamos no mundo fantástico de Larissa.

                                             

Por fim, Conceição do Mato Dentro foi nossa última parada, antes de voltar para a grande cidade de Belo Horizonte, onde participamos da cerimônia de premiação oficial do Rally dos Sertões. Conceição possui 15 mil habitantes, todos impactados pela mineradora existente nas bordas da cidade. Uma comunidade que, apesar de encoberta pelo pó que sobe das atividades de exploração do minério, possui muita energia, o que tornou nossa última ação ainda mais intensa e divertida.

Quatro cidades atendidas, 340 avaliações oftalmológicas, 141 consultas e prescrições de óculos, 112 consultas pediátricas, incluindo 2 pneumonias e 1 dermatose grave; 143 atendimentos com otorrino, 6 lavagens de ouvido e 1 drenagem de abcesso; 21 encaminhamentos para cirurgia. 500 kits odontológicos para ensinar a criançada a escovar os dentes e 800 doses de albendazol (lombrigueiro) dadas pelos super heróis!

Esse é o projeto Rally dos Sertões Social, tudo isso foi o que vivi como um membro do S.A.S Brasil. Triste foi voltar para São Paulo, chegar na cidade mais rica do Brasil, numa noite de domingo, fria e chuvosa, com pessoas na rua, ensopadas, afogadas, congeladas, isoladas, esquecidas.

*Diogo Galvão é coordenador de conhecimento na report

 
 
 
 
16 de Outubro de 2014

Report: notícias

materialidade ganha espaço

Pesquisa realizada pela Report comprova que as empresas estão investindo para aprimorar o sistema de identificação dos temas relevantes para a gestão e para a definição do conteúdo dos relatórios – o chamado processo de materialidade.

Segundo o estudo, que será lançado no mês que vem, nos últimos dois anos houve um avanço de 20% no percentual de empresas que passaram a incluir a construção da materialidade em seus relatórios. Esse movimento reflete não apenas a adoção cada vez maior das diretrizes G4 da Global Reporting Initiative (GRI), que dão ênfase à definição dos temas críticos como princípio orientador fundamental dos relatórios, mas também à crescente influência das recomendações do International Integrated Reporting Council (IIRC). 

É um indício de que as empresas estão lançando relatórios mais maduros e transparentes, que podem ser usados efetivamente como ferramentas de apoio à gestão. O Estudo de Materialidade 2014 revisita a metodologia e os dados compilados na publicação pioneira Materialidade no Brasil - Como as Empresas Identificam os Temas Relevantes, lançada em 2012. No novo estudo, nossa equipe de consultoria analisou os relatórios anuais e/ou de sustentabilidade de 117 grandes companhias brasileiras, para identificar em que estágio está a consolidação dos processos de materialidade dentro das comunicações de desempenho corporativo.

Aguarde!

 
 
 
 
15 de Outubro de 2014

Report: notícias

o que diz o novo diretor executivo da GRI

“Eu conheço a GRI muito bem”, diz o novo diretor executivo da Global Reporting Initiative (GRI), o canadense Michael Meehan, no cargo desde julho deste ano. Com quase 20 anos de experiência como diretor executivo de sustentabilidade de diversas companhias e como empresário, ele participou de um webinar em setembro para apresentar as suas principais ideias.

Mostrando sinceridade, o novo diretor parece ter mais perguntas do que respostas. Depois de 12 anos sob o comando do holandês Ernst Ligteringen, período no qual a GRI teve papel fundamental na consolidação do entendimento e da comunicação da sustentabilidade nas empresas, a organização tem novos desafios. Como promover a inovação sustentável? Como criar relatórios mais legíveis? Como aumentar o alcance da GRI ao redor do mundo? Segundo Meehan, uma equipe está dedicada à busca dessas soluções. 

Outras ações necessárias são o esforço para influenciar as regulamentações e para fazer com que a qualidade dos relatórios aumente. 

A GRI deve também fazer a sua parte ao se engajar e colaborar com outras instituições. Nas palavras da Meehan, “sair da nossa bolha”. Qual bolha? O exemplo usado por ele é que sempre encontramos as mesmas pessoas nos eventos e que o desafio está em como trabalhar com outras diretrizes e outros parâmetros. “Nós não colaboramos como deveríamos”, diz, em mais uma demonstração de franqueza. E conclui: “Para que as peças da sustentabilidade possam ser colocadas juntas, é preciso mais transparência e cooperação”.

Atualmente, mais de 5 mil organizações utilizam as diretrizes GRI, em 23 países. Entre as maiores empresas do mundo, 95% delas estão preparando seus relatórios de sustentabilidade, das quais 82% utilizam a GRI.

 

 
 
 
 
15 de Outubro de 2014

Report: notícias

prioridades para o desenvolvimento sustentável

“Já temos tecnologia, modelos de negócios, mas não na escala e na velocidade necessárias para de fato transformar”, diz o início da carta de apresentação da Agenda CEBDS - Por um país sustentável, documento lançado em agosto pelo Conselho Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

Para alcançar essa escala, a parceria com o governo é fundamental e, por isso, o Conselho articulou seus associados em uma carta com 22 propostas que possam impulsionar negócios e melhorar a qualidade de vida dos brasileiros.

A mensagem foi entregue aos candidatos à presidência. Mas e depois de apontar as propostas relacionadas aos pilares econômico, social e ambiental, o que acontece? Para esclarecer o que está por traz das sugestões e como elas podem impactar a sociedade e as próprias empresas proponentes (que são cada dia mais cobradas), a presidente do CEBDS, Marina Grossi, responde.

report: Como foram escolhidos os cinco macrotemas?

Marina Grossi: O objetivo de promover a economia verde e colocar a sustentabilidade em pauta no país envolveu CEOs de 24 empresas associadas ao Conselho, que durante o ano se reuniram em uma série de encontros, promovidos pelo CEBDS. Também fizeram parte do desenvolvimento técnicos e especialistas, que contribuíram na definição das 22 propostas de políticas públicas contempladas em cinco macrotemas. 

report: Como a Agenda impacta a responsabilidade das empresas, reforçando a necessidade de melhoria da sua gestão e o desenvolvimento de práticas mais sustentáveis?

Marina: Essa agenda nasce como uma proposta de diálogo entre as empresas e o setor público. As empresas vêm se mobilizando em torno da sustentabilidade e buscando entender a melhor forma de internalizar a variável ambiental e social no seu planejamento. Muito já está sendo feito e não faltam casos de sucesso para ilustrar isso, mas certamente ainda se pode fazer muito mais. Para que isso aconteça é imprescindível que governos e empresas possam atuar juntos, identificando e removendo as atuais barreiras para que soluções de negócio mais sustentáveis possam sair do papel e ganhar escala.

report: Qual o papel das empresas associadas para que a Agenda possa ser viabilizada e para que haja avanço nas questões mais urgentes?

Marina: O documento foi apresentado aos candidatos à presidência, que devem sinalizar as propostas de governo com aderência e comprometimento pleno. A ideia é transcender o processo eleitoral, buscando um diálogo estruturado e incluindo a sustentabilidade no centro das discussões.

Após a definição do próximo presidente, será feito um novo encontro para a criação de um fórum permanente de acompanhamento do que foi discutido. Para promover uma interação entre governo, empresas e sociedade civil, o CEBDS planeja utilizar sua plataforma online para que os cidadãos possam acompanhar os avanços e possíveis desdobramentos de tais propostas.

report: Como as propostas foram recebidas pelos candidatos?

Marina: Acreditamos que as inovações produzidas pelo setor empresarial podem revolucionar a administração pública. Já faz alguns anos que as empresas com visão de futuro promovem ações importantes na área de sustentabilidade. Contudo, percebemos que falta escala. Os benefícios ambientais, sociais e econômicos dessas iniciativas voluntárias ficam, invariavelmente, restritos ao âmbito da cadeia produtiva das empresas.  

Existem alguns exemplos importantes de marcos regulatórios que incentivam a sustentabilidade, mas algumas lacunas permanecem. Na sua essência, as propostas da Agenda CEBDS demonstram que é possível corrigir essa distorção. O diálogo entre as empresas e os governos, buscando ampliar os seus benefícios para a sociedade brasileira, é o caminho para chegarmos ao final desta década vivendo num país melhor, no qual o crescimento econômico passe a incorporar efetivamente as demandas ambientais e sociais. Estamos, portanto, contribuindo para que o processo eleitoral discuta propostas capazes de alavancar o país nos próximos anos.

+ Leia as propostas dentro dos principais macrotemas:

 Economia verde competitiva - para agregar valor aos produtos da indústria brasileira

 

 Regulamentação dos recursos naturais - para valorizar e proteger os ativos naturais brasileiros

 

 Saneamento, saúde e qualidade de vida - ampliar o acesso à infraestrutura e serviços básicos e de qualidade para a população

 

 Mobilidade, reciclagem e construção sustentável - para promover eficiência e qualidade de vida nos centros urbanos brasileiros

 

 Consumo inteligente e energia limpa - liderar a transição para a economia de baixo carbono

 
 
 
 
14 de Outubro de 2014

Report: notícias

é mais caro mas é responsável. vai levar?

Você é do tipo de consumidor que, na dúvida entre dois produtos similares, procura saber qual deles foi feito de modo mais sustentável – e admite pagar mais caro por artigos produzidos por empresas socialmente responsáveis? Fique sabendo que junto com você está metade da população mundial. Uma média de 55% dos respondentes a uma pesquisa da consultoria global Nielsen declarou estar disposta a desembolsar um dinheirinho extra para comprar serviços e produtos de companhias comprometidas a promover mudanças positivas na sociedade e no meio ambiente.

O estudo Doing Well by Doing Good – Increasingly, Consumers Care About Corporate Social Responsibility, But Does Concern Convert To Consumption?, consultou mais de 30 mil pessoas, em 60 países e está disponível aqui.

A pergunta básica que a pesquisa tentou responder foi: “Os consumidores dizem que se importam. Mas suas ações refletem isso?” Amy Fenton, líder global de desenvolvimento público e sustentabilidade da Nielsen, explica: “À medida em que as empresas buscam criar e compartilhar mais valor, ligando suas estratégias de negócio ao contexto social, elas precisam colocar os consumidores em foco e entender suas expectativas. Ao identificar os espaços disponíveis, as empresas podem desenvolver estratégias de sustentabilidade claras e factíveis para suas marcas, gerando lealdade e melhorando seus desempenhos.” A pesquisa foi realizada em fevereiro e março deste ano, via internet, e traz números que permitem reflexões interessantes:

  • Dois terços (67%) dos entrevistados preferem trabalhar em empresas socialmente responsáveis;
  • 52% tem o hábito de adquirir produtos de companhias que consideram socialmente responsáveis; na América Latina, o percentual sobe para 64%;
  • 52% costuma verificar os rótulos para entender os impactos;
  • E quase metade (49%) participam de programas de trabalho voluntário ou fazem doações para organizações que mantêm iniciativas sociais ou ambientais;
  • Empresas que fazem menção à sustentabilidade em seus produtos tiveram crescimento nas vendas de 2%;
  • Empresas que utilizam a sustentabilidade no marketing dos produtos registraram crescimento de 5% em suas vendas.
     

Para determinar se esse tipo de pensamento sustentável corresponde à realidade comercial, a Nielsen também analisou dados de vendas ao varejo de 20 marcas, em nove países diferentes; as marcas selecionadas incluem menções à sustentabilidade em seus produtos e/ou incorporam ações de sustentabilidade em suas campanhas de marketing. No caso das marcas que mencionam a sustentabilidade, registrou-se um aumento de 2% nas vendas entre 2013 e 2014. Entre as companhias que promovem o tema através do marketing, o aumento foi de 5%.

 
 
 
 
8 de Outubro de 2014

Report: notícias

Walmart Brasil divulga balanço do Pacto pela Sustentabilidade

O Walmart Brasil apresentou na última terça-feira o balanço dos cinco anos do Pacto pela Sustentabilidade, iniciativa focada no engajamento socioambiental de fornecedores. 

Com o apoio da Report na análise e compilação dos dados e na elaboração de conteúdos em diferentes mídias, o balanço traz os avanços, estratégias e indicadores de desempenho das empresas com relação aos três pilares do Pacto: Amazônia, Compras Responsáveis e Gestão de Resíduos. Ao todo, a iniciativa já engajou mais de 160 empresas. Para acessar o relatório em PDF e conferir os avanços da cadeia produtiva da empresa, clique aqui.

O evento foi realizado na sede da Associação Paulista de Supermercados (Apas), em São Paulo, e contou com a presença da Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e de Arnoldo de Campos, Secretário Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério de Desenvolvimento Social.

                                                           

Durante a apresentação, a gerente de sustentabilidade do Walmart, Tatiana Trevisan, ressaltou a importância da erradicação do trabalho escravo, do sistema de monitoramento de fornecedores de carne bovina desenvolvido pela companhia e da redução no uso de sacolas plásticas – um dos principais impactos do varejo no eixo de resíduos. 

Além da divulgação dos resultados, o evento contou com um painel sobre avanços e desafios, com participação de seis empresas que relataram suas experiências. Também foi anunciada a quarta edição do programa Sustentabilidade de Ponta a Ponta, agora com edições anuais e acompanhamento contínuo do Centro de Tecnologia em Embalagem (Cetea).

O encerramento ficou por conta do presidente do Walmart Brasil, Guilherme Loureiro, que reconheceu fornecedores com práticas inovadoras do mercado. A Report também apoiou a elaboração de uma metodologia para mapear e avaliar os projetos da cadeia produtiva.

 
 
 
 
6 de Outubro de 2014

Report: notícias

sustentabilidade pra ver, tocar e debater

Céline Cousteau no Gree Nation Fest (primeira foto) e, acima, imagem de uma das instalações. Fotos: Agência Brasil

Céline Cousteau, neta do oceanógrafo francês Jacques Cousteau, está filmando um documentário sobre indígenas no Vale do Javari, no estado do Amazonas, para retratar a situação de saúde das tribos, que contraíram doenças como hepatite, malária, tuberculose e aparentemente dois ou três casos de AIDS. Ela apresentou o seu projeto no Green Nation Fest, realizado em setembro, no Rio de Janeiro. 

"O projeto Tribos no Limite retrata a alarmante situação de saúde dos índios. Nenhuma das doenças tem origem no local. Alguém está levando, ou estão vindo pelo próprio rio Amazonas”, revelou Céline. Também envolvida com o estudo das águas e dos oceanos, a francesa falou sobre as suas experiências com ecologia e sustentabilidade em lugares como Iquitos (Peru), o arquipélago de Juan Fernandez (Chile) – além do trabalho com os índios no Vale do Javari. 
 

A palestra foi uma das atividades – que contou ainda com mais de 50 oficinas – cujo objetivo era tornar a sustentabilidade algo palpável e tangível para os participantes. Com temas como economia verde, mobilidade e empreendedorismo sustentável, o Green Nation Fest é uma iniciativa da ONG Centro de Informação, Cultura e Meio Ambiente (Cima) e ocorreu pelo segundo ano no Rio.

Outros destaques do evento foram o arquiteto e urbanista Jaime Lerner, que falou sobre mobilidade e transporte sustentável, e Marcelo Rosenbaum, designer e sócio do escritório Rosenbaum®, que trabalha com economia criativa e apresentou o projeto AGT – A Gente Transforma, de incentivo à criatividade de comunidades e valorização dos trabalhos manuais feitos em cada uma delas.

Um espaço que atraiu a atenção do público foi a área das vivências. Usando recursos multimídia – projeções, computação gráfica – os visitantes podiam entender como a devastação da Mata Atlântica multiplicou o potencial destrutivo dos deslizamentos de terra na Serra Fluminense; empreender uma viagem virtual pelo Rio Guandu (RJ); fazer uma viagem no tempo, conhecendo as mudanças no panorama urbano da cidade do Rio de Janeiro que aconteceram no decorrer da história; ou distinguir os diferentes modos de reciclar materiais descartados.

 
 
 
 
9 de Setembro de 2014

Report: notícias

o primeiro relatório a gente nunca esquece

Depois de 12 anos, chegou a nossa vez. Estamos fazendo o nosso primeiro relatório de sustentabilidade. E, enquanto colocamos cabeças para pensar e mãos para fazer, acabamos de lançar o Road to Report, um diário de bordo onde vamos contar como está sendo o nosso processo.

Acreditamos que ao escrever sobre a nossa experiência vamos não só compartilhar o que está acontecendo, mas olhar para o nosso trabalho com outros olhos. Porque discutir os nossos indicadores, listar os nossos temas mais importantes, fazer entrevistas e escrever um texto sobre o nosso negócio é diferente do que estamos acostumados a fazer.

Sejam bem-vindos aos nossos bastidores!

 
 
 
 

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