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5 de February de 2015

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capitalismo com propósito maior

Qual o futuro do capitalismo? Para empresas como a cadeia de supermercados norte-americana Whole Foods a resposta é o capitalismo consciente, visão de negócios que procura solucionar os dilemas atuais da sociedade trazendo o ser humano para o centro da gestão das organizações. Tais empresas têm obtido bom desempenho, gerando desenvolvimento local, satisfação dos colaboradores e lucro para os acionistas.

Mas como explicar que, ao deslocar o fator financeiro de sua posição central na estratégia, essas empresas apresentem rentabilidade maior do que a média das organizações com visão convencional de seus negócios? Para Vicente Gomes, do Instituto Capitalismo Consciente e da Corall Consultoria, o diferencial dessas empresas é o pensamento integrado, que permite um melhor aproveitamento da relação entre os diferentes tipos de capital (financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social, natural). No bate-papo abaixo, Gomes esclarece a ideia de capitalismo consciente e analisa os diferenciais das empresas que adotam essa postura.

reportnews: Quais as características das empresas que atuam sob os princípios do capitalismo consciente?

Vicente Gomes: O capitalismo consciente possui quatro pilares: a integração com stakeholders, o que significa ouvir as necessidades desses públicos e incorporá-las ao negócio; a liderança consciente, ou seja, ter pessoas que inspirem e de certa forma estejam no processo de se conhecer melhor e conhecer melhor a vida no planeta; o propósito maior, que é a adoção de valores, de uma visão que vá além do lucro; e a cultura consciente, ou a criação de um jeito de ser que incorpore toda essa filosofia.

reportnews: E que benefícios isso tudo traz para a companhia?

Gomes: A empresa passa a olhar para seu negócio de forma integrada. Consegue que seus colaboradores estejam envolvidos com o desenvolvimento da empresa, mais do que em uma situação em que não há identificação com o propósito da companhia. E profissionais dedicados conseguem superar com mais facilidade os desafios do mercado, cada vez maiores e mais complexos.

E isso impacta na rentabilidade. O professor Raj Sisodia, do Babson College, nos EUA, realizou um estudo para entender o que as empresas que são mais amadas fazem de diferente. Ele descobriu que, em cinco anos, estas empresas criaram nove vezes mais valor que outras companhias. Conseguiram ser 825% vezes mais rentáveis que a média.

reportnews: Como o conceito tem evoluído no contexto empresarial?

Gomes: Já existem algumas empresas, inclusive no Brasil, que experimentam uma forma diferente de gestão. Há uma abertura para o diálogo com stakeholders, um espaço para que as pessoas sejam pessoas, ou até mesmo trazendo a espiritualidade para dentro da empresa, criando estruturas organizacionais coerentes com o capitalismo consciente.

O que essas empresas querem trazer ao mundo é uma evolução do capitalismo, focado em resultados, mas também oferecendo alternativas. É legal poder criar prosperidade, mas é possível fazer mais.

+ Saiba mais: http://www.capitalismoconscientebrasil.org/

 
 
 
 
3 de February de 2015

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storytelling mal contado: os casos Diletto e Do Bem

Storytelling: a técnica de contar histórias. Em voga entre profissionais de marketing e publicidade, o termo é visto como uma forma eficaz de divulgar produtos, valores e atributos essenciais de empresas e marcas – enriquecendo campanhas publicitárias com elementos narrativos. Mas essas histórias nem sempre têm final feliz. Que o digam a Diletto, marca paulistana de sorvetes, e a Do Bem, fábrica carioca de sucos.

No fim de 2014, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) anunciou uma investigação sobre as “historinhas” sustentadas por ambas as marcas. A Diletto foi obrigada a assumir que o italiano “Nonno” Vittorio, supostamente o avô do fundador da sorveteria e criador das receitas originais, nunca existiu. A empresa alterou suas campanhas e eliminou o personagem. A Do Bem, que compra frutas processadas por grandes fornecedores – mas afirmava que as laranjas usadas em seus sucos eram “colhidas fresquinhas todos os dias e vêm da fazenda do senhor Francisco do interior de SP” – também teve que se retratar.

As análises do Conar basearam-se apenas na comunicação das marcas, sem emitir julgamento sobre os produtos. Mesmo sem a aplicação de multas ou sanções judiciais, os arranhões na reputação das empresas foram fundos. A repercussão na mídia e nas redes sociais foi grande e gerou uma discussão sobre os limites do storytelling na publicidade. “Pelos estudos que fizemos, revelações como as que envolveram a Diletto e a Do Bem mancham a marca para uma boa parcela das pessoas, algo em torno de 40%”, afirmou Fernando Palácios, professor de branded content da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). “A regra é simples: se você estiver contando uma verdade, diga que é baseado em fatos reais e se for mentira diga logo que é uma ficção. As pessoas não se importam com ficção – mas também não querem mais ser enganadas”.

“O problema em si não é a ‘invenção’ de uma história, mas algo mais delicado: o discurso e a ‘forma’ como essa história é contada”, afirmou Eric Messa, professor da faculdade de Comunicação e Marketing da FAAP/SP. “O limite entre fantasia realidade está em plena discussão na sociedade. É por isso que casos como da Diletto ganham tanta repercussão.”

 
 
 
 
29 de Janeiro de 2015

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ONG combate escravidão em escala global

ONG Made In a Free World, que atua globalmente no combate ao trabalho forçado, lançou um software com o objetivo de ajudar as empresas a erradicarem o trabalho escravo ou infantil em sua cadeia de fornecimento. O programa, chamado Forced Labor Risk Determination & Mitigation (FRDM), analisa toda a planilha de gastos da empresa e identifica, entre os fornecedores de materiais, produtos ou serviços, pontos de maior risco de ocorrência de trabalho forçado. 

O software conta com um algoritmo que lê estas informações e as compara com um banco de dados da ONG contendo informações sobre o assunto em escala global. Segundo a Made In a Free World, o programa consegue alta precisão na identificação e nas recomendações oferecidas para a erradicação desse tipo de trabalho na cadeia de suprimento, independentemente do setor e da localidade da empresa.
 

A ideia do programa surgiu após o sucesso da campanha anterior, Slavery Footprint (Pegada da Escravidão), que disponibilizou na internet um teste – acessado 15 milhões de vezes – que informa quantos escravos trabalhavam para produzir bens e serviços usados pelos respondentes, com base em seus hábitos de consumo.

 
 
 
 
26 de Janeiro de 2015

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Recife sedia seminário preparatório da SBIO

Desde o dia 19 de janeiro, a capital pernambucana recebe a 7ª edição do Recife Summer School (RSS), um festival com foco em empreendedorismo e inovação nas áreas de tecnologia da informação, economia criativa e sustentabilidade. 

Diversos pontos da cidade sediarão eventos nacionais e internacionais. Um dos destaques da programação é o seminário preparatório para a edição 2015 da Sustainable Brands Innovation Open (SBIO), que ocorre no dia 5 de fevereiro, a partir das 14h, na sede da aceleradora de startups Jump Brasil. O seminário terá conteúdos trazidos pela SB Rio e pela SB San Diego e os temas principais serão “Economia colaborativa com foco em market place” e “Mobilidade”. O evento é gratuito, com tradução simultânea das palestras.

A SBIO é uma competição que acontecerá no SB Rio 2015, envolvendo startups brasileiras com negócios inovadores e alinhados à nova economia – que compartilham valores financeiros, sociais e ambientais por meio de seus produtos ou serviços. A Report é parceira na organização do encontro e a Apex-Brasil apoiadora pela segunda vez.

 

+Veja aqui a programação

- Abertura:

Álvaro Almeida, sócio-diretor da Report; Marcia Nejaim, gerente executiva de competitividade e inovação da Apex-Brasil e Adriana Rodrigues, gerente de sustentabilidade Apex-Brasil.

- Painel de Economia Colaborativa:

​Murilo Ferraz, Fundador da Treebos e Luisa Rodrigues, da Reboot.

- Painel de Mobilidade:

Mobilicidade; Pedro Palhares, Country Manager da Moovit e Uber.

 
 
 
 
22 de Janeiro de 2015

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curso de Harvard discute valor compartilhado

A Harvard Business School (HBS) apresentou um novo curso de educação executiva em dezembro de 2014. Intitulado “Criação de Valor Compartilhado: Sucesso Econômico e Impacto Social”, o programa busca explorar o conceito de valor compartilhado, de modo a garantir que as pessoas aprendam a incorporar o impacto social na estratégia de negócios da sua empresa para impulsionar o crescimento, rentabilidade e vantagem competitiva.

Liderado e desenvolvido por Michael Porter, o curso aborda pesquisas e estudos de casos que defendem que, por meio de estratégias de valor compartilhado, as empresas conseguem abordar questões sociais e reforçar a estratégia competitiva simultaneamente.

A primeira edição do programa aconteceu em dezembro de 2014. Voltado para altos executivos, líderes de ONGs ou do governo, o curso deve ter uma nova edição em 2015.

+ Informações e contato: http://www.exed.hbs.edu/programs/csv/Pages/default.aspx

 
 
 
 
17 de Dezembro de 2014

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novo estudo sobre materialidade apresentado na Abraps

O lançamento da versão G4 das diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) e do framework de relato integrado do International Integrated Reporting Council (IIRC) causou, nos últimos dois anos, transformações na forma com que as empresas brasileiras divulgam resultados financeiros e socioambientais. Para analisar esse cenário, desde 2012 a Report monitora as práticas das empresas na definição de temas relevantes, lançando uma série de estudos sobre Materialidade no Brasil.

Uma terceira edição será divulgada em março de 2015 – e uma prévia dos resultados foi apresentada nesta terça-feira pelo diretor de planejamento da Report, Álvaro Almeida, no encontro de fim de ano da Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade (Abraps). O evento ocorreu no Le Pain Quotidien, no Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo.

                                                  

A pesquisa “Materialidade no Brasil” de 2012 (acesse aqui) contempla um universo de mais de 190 relatos e quase 100 processos de materialidade, realizados por empresas de diversos setores e portes. Com base no descritivo apresentado em relatórios anuais e de sustentabilidade, foi possível mapear as formas de consulta, engajamento e priorização que levam as organizações a definir seus temas mais importantes de gestão (matriz de materialidade). Além da primeira edição, em 2013 foi lançado “Materialidade no Brasil: um ensaio qualitativo”, que analisa quatro processos conduzidos por empresas nacionais (para ler, clique aqui).

Na nova versão do estudo, foram identificados relatos de 117 empresas. Os desafios mapeados em 2012 – a dificuldade de desdobrar as consultas para a estratégia e a gestão, por exemplo – começaram a ser trabalhados. Do universo abordado, 70% das companhias realizaram processos de materialidade, um aumento de 20% em comparação ao estudo anterior, e, desse grupo, 93% realizam consulta a stakeholders diversos – como clientes, fornecedores, consumidores e especialistas – para identificar temas de gestão. Do total de empresas que fizeram materialidade, a Report foi responsável por 34% dos processos.

Uso na estratégia

Outro destaque é o estabelecimento de metas para temas materiais: 62% das empresas afirmam fazê-lo em seus relatórios, o que indica um desdobramento para a governança estratégica. “O lançamento da G4 e a introdução dos conceitos de relato integrado impulsionaram a consolidação dos processos de materialidade. A pesquisa nos ajuda a visualizar de que modo eles são realmente incorporados ao dia a dia das empresas”, afirma Álvaro Almeida.

Líder na condução de processos de materialidade no Brasil, a Report possui uma metodologia própria, sintonizada com as diretrizes GRI e de relato integrado, que pressupõe a participação da alta gestão na validação dos temas relevantes. Esse é um dos pontos de avanço identificados no novo estudo: 62% das companhias envolveram sua liderança no planejamento. “É um sinal de mudança. Antes, a materialidade era muito atrelada à produção de relatórios e raramente tinha outros usos. Hoje, pode ser um instrumento decisivo para a produção de estratégias sintonizadas com os impactos dos negócios”, conclui Álvaro.

 
 
 
 
10 de Dezembro de 2014

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como a sustentabilidade impacta na reputação

A construção da reputação corporativa começa com o entendimento da expectativa de todos os stakeholders com relação a uma empresa, passa pela incorporação desses elementos na estratégia do negócio e se fecha em um ciclo contínuo com a comunicação integrada dos resultados financeiros, sociais e ambientais. Uma definição simples e conhecida, como conta Nicolas Trad, diretor executivo do Reputation Institute (RI), entidade que, desde 2006, realiza pesquisas e publica indicadores de reputação corporativa de centenas de organizações em todo o mundo.A prática, como sempre, é desafiadora.

Segundo pesquisas do RI, 61% dos empresários brasileiros reconhecem a importância de construir a reputação das empresas por meio da comunicação com todo o seu entorno, mas apenas 21% têm ações concretas nesse sentido. Qualquer semelhança com processos e desafios da gestão da sustentabilidade nas empresas não é mera coincidência.

Antes de se apresentar na Conferência Ethos 360º, realizada em setembro 2014, Trad conversou com a report e falou mais sobre como a gestão da sustentabilidade também impacta na reputação e na competitividade das organizações.

report:  Como a gestão e comunicação da sustentabilidade em uma empresa pode afetar a percepção dos stakeholders e a reputação corporativa?

Nicolas Trad: Tudo que uma empresa faz e comunica impacta em sua reputação. Quando fala de ações e resultados, de sustentabilidade, precisa igualmente ouvir diversos públicos, usar os inputs em sua estratégia e comunicar com transparência suas ações e respectivos resultados. Assim, a gestão da sustentabilidade impacta na reputação corporativa, quando mais coerente, melhor. Por outro lado, a reputação e suas métricas também podem ser ferramentas para a gestão da sustentabilidade, existe uma conexão que precisa ser trabalhada entre as equipes de maneira próxima.

report: Quais as métricas usadas para medir reputação?

Trad: Para a gestão da reputação dos clientes usamos usa a ferramenta RepTrak®, de desenvolvimento próprio, que examina as relações entre a conexão emocional dos públicos e as sete dimensões racionais da empresa (Produtos e serviços, Inovação, Ambiente de trabalho, Cidadania, Governança, Liderança e Performance). Assim obtemos a percepção geral sobre aspectos como admiração, confiança, empatia e estima de uma determinada empresa junto aos seus diversos stakeholders.

report: Qual o seu conselho para as empresas que querem gerenciar ativamente sua reputação neste cenário onde a sustentabilidade é tema crucial?

Trad: Fazemos parte de um mundo complexo onde, para crescer, é preciso ouvir mais. E por isso se gasta muito em formas de ouvir os stakeholders ou pesquisas para obter suas percepções, mas, muitas empresas ainda não estão preparadas para entender aquilo que é dito e muito menos conectar essas informações com possíveis ações, especialmente quando essas impactam em mudança da estratégia do negócio. Aconselho a abrir os olhos e a cabeça para dados que já estão disponíveis para realizar uma verdadeira mudança.

report: Sobre o cenário no Brasil, qual é a percepção de reputação corporativa em geral – especificamente das grandes empresas?

Trad: Muitas empresas brasileiras já avançaram em termos de gerenciamento da reputação, como a Gerdau, Petrobras, Itaú e Vale. Hoje escutam melhor seus stakeholders, mas ainda enfrentam grandes desafios relacionados à reputação, que impactam especialmente em preferência e confiança do consumidor. Os dados variam de acordo com o setor, mas em geral, o setor de bens de consumo, por atender a demandas praticamente individuais, sai à frente em termos de reputação associada a satisfação. A líder de reputação no Brasil é a Nestlé, segundo nossa última pesquisa realizada em 2014.

+ Leia mais: 

O Reputation Institute, desde 2006, realiza pesquisas e publica indicadores de reputação corporativa de centenas de organizações em todo o mundo. No Brasil, realiza o Reputation Pulse, estudo que avalia as maiores empresas que atuam no país e apresenta quais têm melhor reputação, assim como explora os fatores que as colocam nesse patamar. Em 2014, foram pesquisadas as 100 primeiras colocadas do ranking Maiores e Melhores da Revista Exame 2013. O estudo completo está disponível online.

 
 
 
 
9 de Dezembro de 2014

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Natura conquista certificação e se torna a maior B Corp do mundo

A Natura, companhia brasileira com posição de liderança no mercado de cosméticos, acaba de receber o certificado B Corp. Essa conquista indica o esforço de associar crescimento econômico e promoção do bem-estar social e ambiental nos negócios, em sintonia com uma rede global que reúne 1,2 mil organizações.

Além de avaliar e atestar o compromisso com boas práticas na operação e na cadeia de valor, a certificação propõe alteração no estatuto da empresa, com um descritivo de sua missão e posicionamento a respeito da sustentabilidade. Ao dar esse passo, a Natura passa a ser a maior B Corp do mundo e a primeira de capital aberto na América Latina.

                                          

O processo de certificação foi apoiado pela Report – que é parceria da companhia na produção de relatos anuais e em projetos de consultoria estratégica – e envolveu o mapeamento de iniciativas e a resposta ao questionário do B Corp. Iniciado há oito anos nos Estados Unidos, o movimento já engajou 30 organizações no Brasil.

Nova visão

Além de ter se tornado B Corp, a Natura lançou hoje sua Visão de Sustentabilidade 2050. Com compromissos, objetivos, metas e uma proposta de valor renovada para a companhia no longo prazo, a plataforma impactará desde o modelo de negócios até os processos de inovação e relacionamento com públicos estratégicos. O propósito central é ambicioso: superar a visão de redução de impactos negativos e ser uma empresa impacto positivo – ou seja, cuja existência traz efeito benéfico à sociedade. A Report também colaborou com a construção dessas diretrizes, com base em seu relacionamento de longo prazo com a Natura.

Leia mais sobre a Visão 2050 aqui.

Mais sobre o Movimento B Corp aqui.

 
 
 
 
9 de Dezembro de 2014

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pensamento integrado na solução dos negócios

Evoluir a gestão das organizações a partir de uma visão cada vez mais integrada, que abrange várias dimensões do negócio, desde a estratégia de futuro até o gerenciamento cotidiano de diferentes atividades e o processo de liderança de pessoas são os atuais desafios dos executivos.

Para discutir o tema, a Report Sustentabilidade, em parceria com a Corall, consultoria especializada na gestão para a evolução das organizações e de suas lideranças, promoveu o workshop De Relato para Pensamento Integrado. Patrocinado pela AES Brasil, o evento foi realizado em São Paulo, no dia 28 de novembro e reuniu profissionais das áreas de comunicação, sustentabilidade e recursos humanos de 11 empresas.

Durante o encontro, Álvaro Almeida, sócio-diretor da Report, e Vicente Gomes, consultor e sócio da Corall, ressaltaram a necessidade de um novo olhar para a geração de valor e novos modelos de negócio e de gestão e de uma atuação sobre a cultura corporativa e o engajamento de mentes e corações. 

 “Entendemos que assim como aconteceu com a GRI, que ajudou a estabelecer nas empresas a rotina de gestão dos impactos socioambientais, o movimento do relato integrado pode avançar uma nova fronteira, quebrar silos internos e promover mudanças no modo como os administradores tomam decisões”, avalia Álvaro Almeida.


Álvaro Almeida, da Report (esq.), e Vicente Gomes, da Corall (dir.) conduzem o workshop

O consultor Vicente Gomes, da Corall, usou sua experiência na gestão organizacional para fazer um paralelo entre o pensamento integrado e o capitalismo consciente, uma filosofia baseada na crença de uma forma mais complexa de capitalismo que está emergindo e que tem o potencial de melhorar o desempenho das empresas e, simultaneamente, promover a qualidade de vida de bilhões de pessoas. “Para entender como o fluxo entre diferentes capitais como financeiro, humano, intelectual e natural, afeta a criação de valor temos que pensar de forma integrada. Há empresas de diferentes portes, em todo o mundo, que já experimentam uma forma diferente de atuação, com uma cultura forte e com uma gestão de capitais que vai além do financeiro. Desde grandes empresas como a americana Whole Foods até a brasileira Vagas.Com”, contou Vicente.

Durante o encontro foram apresentados os principais resultados de um trabalho comandado pela Report, que analisou mais de 100 relatórios (referentes ao ano de 2013) de empresas do mundo todo que integram o grupo piloto do International Integrated Reporting Council (IIRC), organização que definiu as diretrizes para o relato integrado. Os cases são práticas inspiradoras que podem ajudar as empresas no planejamento do seu próximo relatório.

O objetivo de reunir profissionais de diferentes áreas da empresa como sustentabilidade, comunicação e recursos humanos foi o de promover o diálogo e a reflexão sobre as mudanças internas necessárias para promover a integração, sobretudo, na tomada de decisão. Com esse grande desafio interno sendo trabalhado, o relatório anual integrado será uma consequência natural.

+ Saiba mais sobre relato integrado aqui

 

 
 
 
 
5 de Dezembro de 2014

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Local Footprint: medindo impactos diretos e indiretos

Sem conhecer exatamente os impactos econômicos e sociais decorrentes de suas atividades, nenhuma empresa consegue fazer uma gestão eficaz. Organizações dos segmentos de saneamento, educação e energia vêm utilizando uma ferramenta chamada Local Footprint para enfrentar esse desafio.

A ferramenta amplia o conhecimento sobre os indicadores quantitativos e qualitativos e a real influência exercida pelo negócio em tópicos como empregabilidade, salários, compras, impostos e o produto interno bruto (PIB) de Estados e regiões.

Criada pela consultoria francesa Utopies em 2006, a Local Footprint foi trazida para o Brasil pela Rever Consulting, empresa sediada em São Paulo, e apresentada no Sustainable Brands Rio 2014.

Case: impactos do investimento em saneamento

Um exemplo recente da aplicação da ferramenta é o estudo “Impacto de investimento em infraestrutura para saneamento no Brasil e em três cidades: Belém, Natal e Florianópolis”, desenvolvido em parceria com o Instituto Trata Brasil. A Local Footprint mediu não apenas os impactos diretos do investimento em saneamento, mas também impactos indiretos (como despesas das obras para a cadeia de fornecedores contratada a partir dos investimentos realizados) e induzidos (despesas de consumo das famílias vinculadas às atividades das obras de saneamento e as despesas de funcionamento da administração pública).

Focando nas oportunidades de investimento em saneamento básico nas capitais do Pará, Rio Grande do Norte e Santa Catarina, a metodologia aferiu, entre outros números, que seriam criados 11,9 milhões de empregos com a aplicação do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) – que prevê investimentos de R$ 304 bilhões até 2033.  “Os resultados gerados pela Local Footprint permitem fortalecer os indicadores socioeconômicos, responder a demandas de relato corporativo, comunicação e engajamento de partes interessadas além de proporcionar simulações para desenho de cenários e tomada de decisão de investimento”, explica Cyrille Bellier, fundador da Rever Consulting.

 
 
 
 

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