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8 de Dezembro de 2015

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IIRC e Accountability lançam guias para materialidade e engajamento

Acabaram-se os relatórios sem materialidade. Pelo menos para quem segue a Global Reporting Initiative. A G4, mais recente versão das diretrizes GRI, exige que as organizações relatoras utilizem o princípio de materialidade para identificar quais questões críticas do negócio precisam ser focadas pela gestão e, claro, relatadas.

É nesse contexto que surgem duas publicações que reforçam a necessidade de as empresas se atentarem para os impactos relevantes, na perspectiva do negócio e na perspectiva dos seus públicos estratégicos. O Conselho Internacional do Relato Integrado (IIRC, na sigla em inglês) divulgou o guia “Materialidade em <IR> - Guia para a preparação de relatos integrados”. Embora continue orientado para os provedores de capital, o IIRC evolui ao reconhecer que a criação de valor vai além do valor financeiro e que a perspectiva de outros stakeholders merece ser considerada.

Daí a importância das “Diretrizes de Engajamento de Stakeholders da AA1000”, aguardadas desde 2008, quando foram lançados os outros documentos da série AA1000. Se o engajamento de stakeholders é uma jornada, o guia da AA1000 traz um mapa rico em elementos que ajudam a construir esse caminho.

Embora não traga cases (como o faz o guia do IIRC), o documento orienta, por exemplo, a medir o nível de engajamento e relacionar essa informação a uma série de métodos de engajamento. E tudo faz sentido dentro do pensamento integrado, pois estabelecer um engajamento de boa qualidade ajuda a determinar com mais precisão as questões materiais que melhoram a gestão e o relato.

Para acessar os documentos:

Guia Materialidade em IR - clique aqui

Diretrizes de Engajamento de Stakeholders AA1000 – 2015 - clique aqui

 
 
 
 
18 de Novembro de 2015

Report: notícias

Natura, Uninorte e YouGreen se destacam no ISTOÉ Empresas + Conscientes

Criado para homenagear as companhias brasileiras mais avançadas na transição para uma nova economia, o Prêmio ISTOÉ Empresas + Conscientes 2015 divulgou seus vencedores no dia 14 de novembro. Realizado com a participação da Report Sustentabilidade – que prestou consultoria na avaliação dos impactos socioambientais e econômicos das empresas inscritas – o prêmio teve como destaques a Natura (vencedora em três categorias), a Uninorte e a YouGreen (ambas com duas vitórias).

Empresas conscientes são aquelas que compreendem que seu impacto na sociedade vai além da geração de lucro, de renda e da criação de empregos. Para identificar as firmas brasileiras mais afinadas com essa nova realidade, o Prêmio ISTOÉ Empresas Mais Conscientes usou a metodologia Quick Impact Assessment. A pesquisa aferiu o desempenho das candidatas em quatro áreas: Trabalhadores, Governança, Meio Ambiente e Comunidades. A Report também fez a avaliação dos relatórios de sustentabilidade das companhias selecionadas, em relação à transparência, à confiabilidade e à assertividade.

A Natura, cujo relatório anual 2014 foi produzido pela Report, foi escolhida como vencedora em três quesitos na categoria Empresas Grandes (com R$ 300 milhões ou mais de receita operacional bruta): Governança, Meio Ambiente e Comunidades. A empresa também foi declarada campeã na avaliação geral da categoria. Entre as Empresas Médias (com receita entre R$ 16 milhões e R$ 300 milhões), a União Educacional do Norte (Uninorte) ficou em primeiro lugar nos quesitos Comunidades e Governança, cabendo à Kiviks Marknad a vitória na avaliação geral. O destaque das Empresas Pequenas (até R$ 16 milhões de receita) foi a YouGreen, vencedora em Trabalhadores e Meio Ambiente. Confira a lista completa das premiadas no site oficial

 
 
 
 
20 de Outubro de 2015

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Assertiva leva mindfulness ao Rio

A Assertiva Mindfulness, parceira de longa data da Report, chega pela primeira vez ao Rio de Janeiro para ministrar o curso aberto “SerCiente: curso semi-intensivo de mindfulness”. A iniciativa será no Instituto NOOS, em Botafogo (zona sul), em quatro manhãs de sábado, a partir de 20 de fevereiro de 2016, com o aprendizado de técnicas formais e informais de atenção consciente para aplicação na vida pessoal, no ambiente de trabalho e em outros momentos cotidianos. Para se inscrever, clique aqui.

O curso semi-intensivo de mindfulness dá foco à concentração, à inteligência emocional e à qualidade de vida a partir de um modelo de treinamento mental – que utiliza um conjunto de técnicas de meditação e desenvolvimento com o objetivo de estimular a atenção plena ao momento presente. “A ideia é mantermos nossa mente focada no que estamos fazendo a cada momento, em vez de ficarmos distraídos”, afirma Luiz Ribeiro, instrutor da Assertiva Mindfulness. “É algo que se aplica a todos os lugares e momentos da vida, do trabalho ao lar”.

Diversos centros de excelência, como Stanford, Yale e Oxford, mantêm estudos sobre mindfulness que têm identificado os diversos benefícios da prática, incluindo bem-estar emocional, empatia e harmonia nas relações, redução do estresse e efeitos positivos em transtornos depressivos, do sono e de ansiedade.

 
 
 
 
30 de Setembro de 2015

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Prêmio The Circulars: inscrições encerram hoje

As inscrições para o The Circulars 2016, maior programa global de reconhecimento de iniciativas conectadas com o conceito de economia circular, encerram ao fim desta quarta-feira (30/9). Por meio do prêmio, empreendedores, líderes, investidores ou pessoas envolvidas com o setor público e negócios em diferentes plataformas podem ter suas ações reconhecidas e apresentadas no Fórum Econômico Mundial em Davos, em janeiro de 2016. Mais informações aqui.

O The Circulars é uma iniciativa do Fórum de Jovens Lideranças Globais do Fórum Econômico Mundial, desenvolvida em parceria com a Accenture. O propósito do grupo é promover práticas de economia circular, com destaque para o uso eficiente de matérias-primas e recursos energéticos, que permite a eliminação de resíduos no ciclo de vida de produtos e serviços.

Para se inscrever no prêmio, são oito categorias, destinadas a diferentes portes (multinacionais ou pequenos/médios), níveis hierárquicos das empresas, setores (público ou privado) e segmentos – além disso, há categorias para projetos disruptivos, investidores e para avaliação do público.

Os finalistas poderão apresentar suas iniciativas para uma plateia de alto nível, no Fórum Econômico Mundial, além de receber prêmios e obter exposição na mídia internacional, garantindo novas oportunidades.

Entre os destaques recentes, os Circulars organizaram um infográfico com as empresas líderes em ações de economia circular no mundo (confira abaixo). Para vê-lo em maior resolução, clique aqui.

Na SB Rio 2015

Economia circular foi um tema relevante na conferência internacional Sustainable Brands Rio 2015, que reuniu mais de 500 pessoas na capital fluminense no último mês de agosto. Organizado no Brasil pela Report, em parceria com a Sustainable Life Media, o encontro contou com a participação da Ellen MacArthur Foundation e da Ideia Circular na plenária “Como Redesenhar a Produção e os Mercados”, discutindo a necessidade de ressignificar o conceito de lixo e encontrar novos negócios que reaproveitem o que é descartado pelas organizações.

Leia mais sobre os debates de economia circular do evento aqui.

 
 
 
 
30 de Setembro de 2015

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GRI debate materialidade e engajamento em SP

O Ponto Focal da Global Reporting Initiative (GRI) organiza hoje, em São Paulo, no auditório do Banco do Brasil, na avenida Paulista, uma sessão especial para debater processos de materialidade e engajamento de stakeholders. As atividades, executadas em parceria com instituições de ensino e com a Report Sustentabilidade, têm o objetivo de esclarecer líderes e representantes de empresas sobre os usos práticos e as formas de adotar tais processos na gestão da sustentabilidade de seus negócios.

A programação conta com a participação de pesquisadores como Laurelena Palhano (UFRJ), Cid Alleli Filho (UFF) e Vania Marques (UFF). As apresentações abordam pesquisas sobre engajamento interno em empresas e o papel de áreas como Recursos Humanos nesta atividade.

Além disso, a Report conduziu uma atividade sobre o processo de definição de possíveis temas materiais, destacando as principais etapas necessárias – como a identificação de tópicos relevantes para o setor, a consulta aos públicos interno e externo, a construção da matriz de materialidade e sua aprovação e revisão pela liderança das empresas.

Para isso, foram tomadas como referência as diretrizes da GRI, versão G4, e a metodologia consolidada de processos de materialidade desenvolvida pela Report – que também considera outros frameworks, como o de relato integrado. “A ideia é que a materialidade sirva também para a gestão das organizações, mantendo uma conexão direta com a estratégia do negócio e com aquilo que é tido como prioridade pelas lideranças”, afirmou o consultor Victor Netto.

 
 
 
 
24 de Setembro de 2015

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Conferência Ethos: paradigmas do consumo em pauta

Um dos debates mais urgentes da sustentabilidade envolve os padrões de consumo do planeta. Da compra de alimentos aos altos índices de desperdício, passando pela moda e os escândalos da sua cadeia e pela influência do entretenimento na cultura, os temas foram pontos fortes no segundo dia da Conferência Ethos 360º.

“Precisamos de demanda por novas formas de alimentação, como voltar a consumir frutas e legumes ‘feios’ mas 100% saudáveis que estão sendo desperdiçados”, disse a Dra. Sally Uren, chefe executiva do Forum for the Future, que tem como uma de suas missões ajudar a criar um sistema alimentar sustentável, com acesso de todos a alimentos saudáveis ​​e nutritivos. Sua fala durante o debate “A inovação para a redução do desperdício de alimentos: da produção ao consumo”, oferecido pelo Carrefour, reforçou a importância de os indivíduos atuarem como alavancas de mudança de comportamento e influenciarem organizações para implantar soluções inovadoras contra o desperdício.

Além das novas tecnologias disponíveis, a educação ainda é apontada como um dos caminhos, especialmente em elos da cadeia como os produtores e agricultores familiares. Complementando a ideia, Alan Bojanic, representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, citou que ainda há 20% de desperdício nessa parte da cadeia, o que estimula programas de conscientização e o desenvolvimento de projetos e infraestrutura no campo para redução dos índices.

Grandes filmes, grande impacto

Uma das atrações na programação do 2º dia foi a presença de Beth Stevens, vice-presidente de Cidadania Corporativa, Meio Ambiente e Conservação de Relações Ambientais na Walt Disney Company. E uma empresa do porte da Disney certamente dá o que falar em termos de impacto: desde a produção de grandes filmes, dezenas de marcas de brinquedos e produtos de entretenimento até a influência sobre a cultura e o comportamento de milhares de famílias e crianças.

Beth apresentou seus esforços em pesquisa e conservação da natureza e as metas zero waste (Zero lixo), zero greenhouse gas emissions (Zero emissões) e water resources conservation (Conservação da água). De 2009 a 2014, foram reduzidas em 50% as emissões de toda a companhia, que tem protocolos, mensuração e multas claras para cada produção que realiza em seus estúdios. Para 2020, pretende-se dar nova destinação a 60% do lixo que ia parar em incineradores e aterros.

O ponto interessante da discussão veio com o projeto Disney Nature, que destina parte dos lucros de bilheteria para projetos de conservação e educação dos stakeholders. Só em 2014, mais de 13 milhões de pessoas foram conectadas à natureza por meio de experiências reais. Além disso, Beth afirma que as diretrizes são buscar uma maior conexão entre o comportamento de seus personagens e atitudes de preservação e diversidade, por meio uma cultura corporativa que chamam de Environmentality (algo como "mentalidade ambiental") e se aplica dentro e fora das telas. A Disney tem programas de educação ambiental e social em praticamente todos os seus parques temáticos.

Inovações para a moda

Oferecida pelo Instituto C&A, a sessão “Inovações por uma indústria da moda mais sustentável” teve como moderadora Carolina de Andrade, Diretora executiva do Social Good Brasil e parceira do Instituto, representado pela  diretora Giuliana Ortega. Juntas, as organizações têm como objetivo apoiar o desenvolvimento de iniciativas inovadoras de impacto positivo na cadeia da moda. Uma das iniciativas, Alinha, foi apresentada no palco por sua fundadora Monyse Almeida. O projeto advoga pela melhoria das condições nas oficinas de costura em São Paulo (são 12 a 15 mil na capital e região metropolitana), desenvolvendo e implantando indicadores relacionados a regulamentação trabalhista, bem-estar e desenvolvimento de novas tecnologias sociais. Em uma plataforma online, oferece oficinas de apoio aos estilistas e organizações interessados.

Responsável pelo projeto Fabric of Change, Cynthia Drayton, gerente sênior da Ashoka, apresentou o grande projeto desenvolvido com a Fundação C&A internacional, cujo objetivo é “mapear inovações para a construção de uma indústria de vestuário justa e sustentável, que respeite as pessoas e o planeta”. “Teremos os primeiros resultados em outubro, quando cerca de 15 inovadores vão contribuir para ajudar a levar a outro patamar a cadeia da moda”, diz Cynthia. Algumas das principais barreiras apontadas pela gerente são os consumidores com tomada de decisão ainda não motivada por questões socioambientais e a falta dessa mesma perspectiva no ambiente das empresas, que ainda mantêm estratégias focadas no curto prazo.

 
 
 
 
24 de Setembro de 2015

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Relatório da Dow destaca potencial transformador da química

A Dow Brasil, subsidiária da norte-americana The Dow Chemical Company, acaba de lançar o seu Relatório de Sustentabilidade 2014. O documento, disponível em português e inglês, em dois formatos (PDF navegável e versão resumida), traz um olhar local sobre as recém-lançadas Metas de Sustentabilidade 2025 da companhia, além de fazer um balanço do desempenho social, econômico e ambiental dos negócios em solo brasileiro. Para acessá-lo, clique aqui.

A Report contribuiu com a redação e edição, com a análise de indicadores GRI, com o projeto gráfico e design e, também, com o processo de materialidade – realizado entre 2014 e 2015, contemplando as divisões Dow e Dow AgroSciences (DAS). A partir da consulta aos públicos interno e externo, foi possível mapear os temas mais importantes dos diferentes negócios da empresa no País, incluindo inovação tecnológica, gestão da cadeia de valor e estímulo a boas práticas agropecuárias.

Com uma estrutura baseada nos três pilares das Metas de Sustentabilidade 2025 – Potencializando a ciência e as pessoas, Valorizando o capital natural e Construindo parcerias transformadoras –, divulgadas pela Dow global neste ano, o relatório utiliza diversos recursos visuais para explorar a abordagem da empresa na solução de desafios globais da sustentabilidade.

A seção ilustrada “A importância da química” (imagem acima), por exemplo, indica como o setor contribuirá na superação de dificuldades que o planeta enfrentará nos próximos anos em temas como recursos hídricos, energia, alimentos e emissões de poluentes. Outros conteúdos de destaque são o resumo dos resultados alcançados nos últimos ciclos das Metas de Sustentabilidade (1995-2005 e 2005-2015) e o detalhamento das ações de inovação com fornecedores, clientes e funcionários.

 
 
 
 
22 de Setembro de 2015

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Ética, inovação e mensuração de impacto: destaques da Ethos 360º

Em seu primeiro dia de programação, a Conferência Ethos 360º apostou em debates cruciais para o enfrentamento do cenário político, econômico e socioambiental do Brasil. Assuntos como mensuração de progresso social, combate à corrupção, eficiência em serviços, pegada ambiental e sustentabilidade na cadeia de valor são destaque no evento, que transcorre até amanhã (23) no World Trade Center, em São Paulo.

Já na abertura, mediada por Jorge Abrahão, diretor-presidente do Instituto Ethos, e Celina Carpi, do Conselho Deliberativo da instituição, o tema ética e corrupção foi abordado nas palavras de Andreas Pohlmann, jurista e sócio do Pohlmann & Company, e de Fausto de Sanctis, desembargador do Tribunal Regional Federal.

“Negócios e compliance devem caminhar juntos, e não competir como forças contrárias”, disse Pohlmann, que já atuou como diretor de compliance na Siemens e hoje participa de um comitê independente de governança da Petrobras, estabelecido como resposta às investigações da Operação Lava Jato. “Devemos ter um olhar abrangente sobre a aceitação desse tipo de prática e sobre a necessidade de termos lideranças, dentro das empresas, que dão o exemplo de como conduzir os negócios de forma ética, independentemente das circunstâncias”, afirmou.

Fausto de Sanctis, por sua vez, sinalizou as oportunidades abertas pelas investigações federais para a mudança do ambiente de negócios do País. “A prisão de empresários e políticos envolvidos em atividade ilícita abre um precedente para finalmente eliminarmos as estruturas legitimadas da atividade criminosa e restaurar a confiança no Brasil”, argumenta. “Devemos ficar atentos para que nenhum tipo de força atue no sentido de constranger as investigações e denúncias”.

Nas demais sessões, temas como ética no esporte, gestão de cadeias de fornecimento, gerenciamento de crises, diversidade de gênero, empreendedorismo, mobilidade urbana e o crescimento de pequenas e médias empresas ganharam enfoque, com representantes de empresas, organizações não governamentais e instituições setoriais do Brasil e do exterior.

Confira a programação do segundo e último dia da conferência aqui

Agenda pós-2015 em debate

Em uma apresentação sobre a agenda pós-2015 para o desenvolvimento sustentável, Achim Steiner, diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), destacou o papel do Brasil no desenvolvimento de tecnologias de eficiência energética e baixo carbono. “As oportunidades futuras do País estão alinhadas à nova economia, justamente por conta dos desafios e soluções que surgem por aqui de forma constante, envolvendo infraestrutura, energia e agricultura, entre outros setores”.

Segundo Steiner, as propostas que o Brasil apresentará na 21ª Conferência das Partes (COP 21) da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Paris, demonstrarão seu potencial de estar à frente de outros líderes emergentes em temas como tecnologia, inovação e controle da pegada de carbono. “As metas de desenvolvimento sustentável já são a prova de que temos uma preocupação global com alguns temas. Mas o foco e o olhar locais são essenciais para que cada região contribua conforme suas necessidades e sua expertise”, afirmou, mencionando os recém-lançados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Medindo o progresso social

Outra sessão relevante foi a de Michael Green, diretor executivo do Social Progress Imperative – responsável pelo desenvolvimento do Social Progress Index (SPI), métrica que combina diferentes indicadores e dados para mensurar o nível de bem-estar social de comunidades, municípios e territórios. Apresentando diferentes visões para o desempenho de países como Brasil – 42º colocado no ranking global do SPI, com pontuação 70,89 –, Green discutiu de que modo o SPI permite mais do que a visualização de um ranking global.

“O índice permite visualizar a posição de um país em comparação com outras economias no mesmo estágio de desenvolvimento – ou seja, vendo se, independentemente de sua posição no ranking mundial, o país está avançando na melhoria de seus padrões de vida”, explicou. “Por meio dele, vemos que países como os Estados Unidos estão, em comparação com outras economias maduras, vivendo um progresso mais lento do que o próprio Brasil, comparando este a outros países emergentes”.

Ao fim, o líder do Social Progress Imperative apresentou aplicações práticas do SPI no contexto brasileiro – resultado de parcerias entre governos, ONGs e empresas como Natura e Coca-Cola, em projetos de avaliação dos índices de progresso de comunidades e territórios da região amazônica.

Hoje, a Progresso Social Brasil, braço da iniciativa no País, já conta com 33 parceiros institucionais. “Nosso objetivo, com essas iniciativas, foi ampliar as oportunidades de levar esse índice para a prática, para além da teoria – ou seja, transformar o diagnóstico em planos de ação para cada região, considerando seus pontos fortes, suas fraquezas e seus desafios locais”, concluiu Green.

Como inovar em tempos de crise

No painel “A inovação aberta e o capital de risco corporativo”, representantes do Bradesco, da Embraer, da Microsoft e de instituições de ensino debateram os desafios do investimento em inovação – seja em novos negócios e empreendedores, seja no interior das grandes empresas. “Hoje, vemos que a cada dia a inovação se torna mais estratégica para que as corporações renovem seu jeito de atuar”, diz Silvia Valadares, chefe da comunidade de startups da Microsoft Brasil. “É da diversidade que nasce a inovação – seja capturando e investindo em negócios alinhados à nova economia, seja atraindo talentos capazes de atualizar o pensamento das organizações”.

Os limites da inovação, considerando a estratégia de cada empresa e o atual cenário de retração da economia, também ganharam ênfase no discurso dos participantes. “Independentemente do cenário atual, devemos lembrar que investir em inovação significa garantir o futuro dos negócios, sua sintonia com os novos valores e expectativas da sociedade”, diz Marcelo Frontini, diretor departamental da área de Pesquisa e Inovação do Banco Bradesco.

“Claro que devemos ser responsáveis no aporte de capital, como em qualquer investimento. Mas um momento de crise é crítico para decidir para onde se quer ir, e, também, para o público reconhecer se uma empresa valoriza a inovação de fato ou se recua diante de restrições temporárias”, complementou Peter Seiffert, líder da área de Corporate Venture Capital da Embraer. “Momentos de enfrentamento de desafios são exatamente a hora de buscar soluções diferenciadas. Inovar é, também, reduzir custos e orientar o negócio para o crescimento”.

Hora certa para responder às crises

Em tempos de crise econômica e política no Brasil, a palestra “Inteligência em gestão de riscos e antecipação a crises”, conduzida por Juan Duque, sócio da área de consultoria em gestão de riscos da Deloitte nos Estados Unidos, foi uma das mais concorridas da programação da tarde.

A palestra apresentou os dados de uma pesquisa da Deloitte que envolveu a consulta a 95 executivos e líderes empresariais – mais de 30% deles com nível de CEO ou chairman –, apontando as principais dificuldades das organizações à hora de monitorar riscos e antecipar crises. Entre as barreiras estão a falta de clareza sobre a natureza das crises, os sinais fracos de sua aproximação, o envolvimento da cadeia de valor nos fatores que as geram e o uso de métodos tradicionais para gerenciá-las.

“Pensar fora da caixa na gestão de riscos e de crises é absolutamente necessário para enfrentar situações adversas. Não adianta reproduzir procedimentos-padrão”, afirmou Duque. Diferentemente dos tipos de crise, os riscos identificados pelos executivos são considerados nas decisões de negócios. “Notamos que a gestão de riscos é presente na maioria das empresas, mas a preparação para crises é uma exceção”, concluiu.

 
 
 
 
21 de Setembro de 2015

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Estudo mapeia desafios para integração da sustentabilidade às marcas

Integrar a sustentabilidade às funções de negócios, superar as barreiras do pensamento de curto prazo e aumentar o nível de engajamento de líderes corporativos. Estes desafios são alguns dos principais tópicos levantados na pesquisa “Sustainable Brands Rio How Now”, executada pelas consultorias Report e GlobeScan durante os preparativos para a conferência SB Rio 2015 e lançada no último dia 16. Para baixá-la, clique aqui.

O estudo reuniu as percepções de 83 profissionais de áreas como Sustentabilidade, Comunicação e Marketing, aprofundando alguns dos temas-chave do evento – como inovação, confiança, colaboração e liderança. A coleta de dados online ocorreu durante três semanas, entre julho de agosto de 2015.

Foram respondidas questões sobre integração de sustentabilidade às marcas, colaborações, parcerias para aceleração do desenvolvimento sustentável e formas de relacionamento com stakeholders, entre outros assuntos. Os participantes também puderam indicar exemplos de empresas que integram as funções de marketing e sustentabilidade – as mais mencionadas foram Natura, Itaú Unibanco e Unilever. A Report já executou projetos de comunicação, consultoria e conhecimento com as três empresas (saiba mais em nossos cases).

Os resultados indicam a existência de algumas barreiras para conectar práticas empresariais e sustentabilidade, como a pressão por resultados de curto prazo e a falta de apoio dos executivos. Outros pontos desafiadores são o convencimento de investidores sobre o potencial de geração de valor para a sustentabilidade e a superação da cultura de cumprimento de regulações.

Confira alguns destaques do estudo:

  • 16% dos participantes avaliaram como “Muito fraco” o engajamento das empresas brasileiras com seus stakeholders
  • 46% dos respondentes enxergam um propósito claro de geração de valor social em suas empresas
  • Projetos de parceria e colaboração e painéis de stakeholders são as principais formas de relacionamento das empresas com seus públicos
  • 51% das empresas que os respondentes representam já realizaram um ou mais projetos de colaboração
  • Colaboração sistêmica entre empresas, ONGs e governo é a principal forma de alavancar questões de desenvolvimento sustentável no País nos próximos cinco anos   
 
 
 
 
17 de Setembro de 2015

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Desafio busca soluções socioambientais para a indústria têxtil

O Instituto C&A, representante da C&A Foundation no Brasil, em parceria com a Ashoka, lançou ontem (16) o desafio mundial Tecendo a Mudança: Inovações para uma Indústria Têxtil Sustentável. A iniciativa reconhecerá soluções inovadoras em sustentabilidade para cadeias de fornecimento, que impactam positivamente a indústria da moda. As inscrições estão abertas até 18 de novembro (saiba mais aqui).
 
 
Indivíduos, organizações e instituições com ou sem fins lucrativos de qualquer país podem participar do Tecendo a Mudança, inscrevendo projetos que serão avaliados por um painel de jurados e, no caso dos finalistas, apresentados a líderes da indústria na Conferência Fabric of Change, em 2016. 
 
No evento global, serão anunciados oito vencedores em quatro categorias, com prêmios que, no conjunto, totalizam até R$ 200 mil e financiarão o planejamento e execução das ideias. “O desafio convoca diversos atores a propor soluções para promovermos uma mudança sistêmica e construirmos um setor têxtil mais sustentável”, explica a diretora executiva do Instituto C&A, Giuliana Ortega.
 
 
 
 

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