24 de Outubro de 2017

Report: notícias

report promove oficina sobre engajamento e estratégia no RJ

Diante dos desafios sociais, ambientais e econômicos enfrentados pelas empresas nos dias de hoje, a gestão da sustentabilidade deve ser prioritária nas estratégias de negócios em qualquer segmento.  Os caminhos para incorporar esse imperativo à realidade foram o tema da oficina “Engajamento e estratégia para a sustentabilidade”, promovida no Centro Cultural Light (Rio de Janeiro, RJ), em 5 de outubro. Foi a oportunidade para compartilhar as recentes experiências da Report no campo da consultoria voltada ao planejamento estratégico de seus clientes.
 
Além da apresentação principal, conduzida pelo consultor Victor Netto, o encontro também contou com a participação de Glaucia Terreo, representante da Global Reporting Initiative (GRI) no Brasil, que fez a abertura do evento. Na plateia, especialistas de empresas como Enel, Oi, Casa da Moeda, Ipiranga, Prudential, Previ e Light. 
 
Para iniciar a discussão, Glaucia Terreo falou de sua preocupação sobre os resultados efetivos da gestão da sustentabilidade no Brasil. “O país vem caindo no ranking mundial da transparência e a desigualdade social ainda é uma das maiores do mundo”, discursou Glaucia. “A GRI existe para ajudar as empresas a ter mais transparência, mas só fazer relatórios não é suficiente. É preciso ter gestão efetiva.”
 
 
Para exemplificar, a especialista convidou Patrícia C. de Queiróz, gerente de análise de risco da Fundação Real Grandeza, a falar sobre seu trabalho. O fundo de pensão dos funcionários das empresas Furnas e Eletronuclear é um dos maiores investidores privados do país e tem se esforçado em aplicar critérios de sustentabilidade em suas decisões de investimento. “Trabalhamos ativamente junto às empresas nas quais investimos e também instigamos os gestores de fundos externos a adotarem esses critérios”, afirmou Patrícia. 
 
Com a apresentação “Inserindo a sustentabilidade no planejamento estratégico das empresas”, Victor Netto falou sobre as principais tendências atuais sobre o tema. Mais interação entre as organizações e seus stakeholders, a definição clara dos processos de geração de valor das empresas e o compromisso com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU foram citados como direcionadores. “Cada vez mais, vemos empresas definindo seus propósitos: para quê eu sirvo no mundo? Qual problema eu resolvo?”, disse Netto. Essas tendências, segundo o consultor, provocaram uma mudança de atitude no mundo corporativo. “Se há 10 anos a prioridade era mitigar os impactos causados, em 2017 a ideia é que as empresas sem impactos positivos”.
 
Em seguida, foram abordados os cases das empresas VLI, Ipiranga e Valia – que contaram com a Report na definição de seus planejamentos estratégicos. “Fizemos uma pesquisa aprofundada com nossos stakeholders e procuramos entender as mudanças no mercado. Onde estaremos daqui a 50 anos? A sustentabilidade no planejamento ajuda nessa compreensão”, contou Beatriz Roza, da Ipiranga.